A data era 20 de Junho de 2016.

Há 3 anos muita coisa acontecia e estava para acontecer; segundo eu mesma. No entanto, o cenário e o script que eu havia pensando para aquele 2016 foi totalmente diferente do que o universo tinha escrito pra mim.

Há 3 anos eu tomava uma decisão que mudaria completamente o rumo da minha vida — pelo menos é o que acredito estando no futuro chamado 2019.

Há 3 anos eu conhecia a pessoa que iria me fazer querer mudar de cenário, de roteiro, de vida; que iria me ensinar que mudar é vital.

Há 3 anos eu estava me mudando da cidade em que nasci e fui criada (e muito bem!), e por quem eu sempre fui apaixonada ao ponto de achar que fosse viver “meio-que-pra-sempre”.

— Ah, São Paulo eu sinto sua falta.

Há 3 anos eu me despedia de familiares e amigos de modo repentino (aos meus olhos e aos olhos deles também); sem ao menos ter tido tempo pra “aproveitar mais” (o tal do árduo desapego taurino, meu sol), sem muito tempo para formatar “A Mudança” como eu acreditava que precisaria ser (o tal do planejamento capricorniano, meu ascendente); mas, felizmente, eu percebi que a manutenção dessas relações ao longo desse tempo (o tal do cuidado libriano, minha lua) foi a chave para lidar com a imensa brecha deixada pela saudade — até porque nem eu mesma sabia quanto tempo eu ficaria longe, quando iria vê-los novamente. Foi como tinha que ser, como tem sido.

Portão de embarque 242

Faz 3 anos que eu embarquei num voo para os Estados Unidos, sem muito planejamento prévio ou futuro.

Faz 3 anos que eu visitava pela primeira vez a cidade que, num caderno em 2014, eu havia incluído no ranking “em qual lugar você gostaria de estar agora”. Lei da atração? Intuição? Um pouco dos dois, talvez?

E hoje, 3 anos depois, posso dizer que finalmente moro na cidade em que almejei viver; a cidade que me inspira na mesma proporção que me faz amadurecer todos os dias.

— Ah, New York, qual feitiço foi esse?

Se vai ser “meio-que-pra-sempre”? Aí, eu já nem ouso mais prever, afinal, a vida segue surpreendendo, como de praxe, e mesmo assim, continuo sendo daquelas pessoas que em parte acredita em destino (seja escrito pelos astros ou pelos deuses) e, em parte, acredita que o livre arbítrio não existe à toa e está aí para ser praticado.

Moral da história

Se você chegou até aqui, admito que tenho que deixar alguma mensagem mais significativa do que os acontecimentos que fazem parte dessa trama peculiar que é minha vida.

Bom, gostaria de humildemente recomendar alguns dos ingredientes (se é que eles existem) pra que qualquer plano ‘previamente não planejado’ —do qual ainda não sei se sou capaz de recomendar ou não —tenha um mínimo de sucesso; esses seriam CORAGEM & FÉ.

Comece tendo coragem, pois ela vai “acender” automaticamente a chama da fé, acredite, porém a coragem de que estou falando é aquela que vem serena lá de dentro (qualquer outro sentimento parecido eu chamo de impulso mesmo); porque ela, a coragem, aguenta qualquer situação/resultado que venha depois, já o impulso, esse rebelde, não aceita lidar com frustrações; e a fé, essa poderosa, é como uma flor, que floresce até mesmo em um asfalto totalmente esburacado.

Então, seja corajoso para querer mudar o roteiro e/ou a rota da sua vida e tenha fé suficiente para levar seu plano adiante. E mesmo que você ou a vida mude de ideia no meio do caminho, tá tudo bem, o importante é manter a sintonia entre a terra e o céu (#manterasintoniaentreaterraeoceu). Lembre-se disso.

Image for post
Image for post

Frequentemente escrevo sobre mim, o outro; nós. E, sempre que possível, mistura astrologia nessa soma aí. Siga meus devaneios no @literaturaconfessional

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store