mas por que você se mudou pra cá?

"Era meu sonho, eu já vinha em março fazer a pós em design e conseguir o emprego antes foi só uma mão na luva e eu uni o últil (trabalhar com uma parada que amo e paga minhas contas) ao agradável (trabalhar com uma parada que amo e morar em Curitiba ❤)"

É normal as pessoas notarem que sou de fora, apesar de ter nascido aqui no Paraná, morei vinte anos na Paraíba e é só dá um bom dia que em seguida me perguntam de onde é meu sotaque.

Depois que explico que nasci aqui, morei no Mato Grosso e depois Paraíba e agora voltei. A pergunta quase que automática de todo mundo, é a que deu título a esse storie.

E a resposta eu já falei ali em cima, mas ela é tão maior e complexa! Que eu vou escrever aqui e da próxima eu mando só o link pro meu medium a quem interessar.

Primeiro, por que não, certo?

Eu tive sorte de nascer em uma família que nunca me obrigou a nada, nem ir para escola. Mas pergunta a minha mãe quantas vezes eu quis matar aula? Eu inclusive chorava quando tava doente e era mandada de volta pela professora.

Minha mãe bem que tentou me deixar em casa ~descansando~ mas eu atentava tanto o juízo da coitada, que ela dizia "pode ir, vai estudar". E aí a professora mandava voltar.

Eu só não odeio a tia Débora, porque ela pedia pra o motorista do caminhão da escola me trazer, e claro que eu amava andar no caminhão, então voltava sem pestanejar.

Momento motivacional do storie: Quando você faz algo motivado, não precisa esperar que as pessoas te peçam pra fazer esse algo.

Segundo, porque eu tive a sorte [x2] de crescer numa família onde as pessoas deixavam eu tentar qualquer coisa.

Se você conversar com meu pai quando ele tá bravo comigo, ele vai dizer que o erro dele foi ter me dado liberdade demais. E se você falar com minha mãe quando eu cometo algum erro, ela vai falar que o problema foi que ela me deu liberdade demais.

O engraçado? Quando eu consigo qualquer coisa na vida e ligo pra eles pra compartilhar e agradecerem, eles dizem a mesma coisa de um jeito diferente: "Te criei e dei liberdade pra isso, pra ganhar o mundo!" Risos.

O que eu quero dizer é que meu maior defeito é também minha maior vantagem na vida. Eu tive muitas barreiras financeiras, e problemas pessoais que fariam qualquer um chorar se eu contar, mas eu escolhi focar nas coisas boas e usar a liberdade que meus pais me deram ao meu favor.

Dica: Tente. Erre rápido e aprenda rápido. Acerte. Cresça.

Também conhecido como metodologia Scrum.

Se você é semelhante a mim que AMA ler bibliografia de pessoas bem sucedidas, você já deve estar familiarizado com o conceito de comemorar seus fracassos tanto quanto suas vitórias.

É que as pessoas que ganharam o mundo sabem, que quando você erra, você já sabe algo que não deve mais fazer, ou menos uma coisa que não funciona, e pode aprender com aquilo depressa, tenta algo novo e repetir até que venha o acerto.

A vitória, nada mais é do que uma sucessão de tentativas constantes e erros em sequência, que seja por prática ou eliminação, te levam a algo que funciona!

Curitiba é uma tentativa, uma coisa que eu tive liberdade pra tentar e que bom que consegui. Depois pode ser Índia, Holanda, Suíça, Manaus… quem poderá me deter? Só eu mesma amigxs. E é isso que é o bacana de ter liberdade, você aprende que as barreiras só estão em nossa mente.

Aquele abraço,

Lary

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