Quando tive de ir!

Quem sempre partia era ele, mas daquela vez eu estava decidida a ir. Não era simplesmente pegar minhas coisas e dizer tchau. Era preciso dizer adeus, porque quando se diz apenas tchau, ainda há a possibilidade, mesmo que remota, do encontro. E o encontro não era mais possível para nós dois. O encontro poderia trazer os melhores momentos do mundo, mas isso tudo acontecia no presente, e por isso, eu passei a imaginar um futuro. Este, que para ele, não se é muito certo e para mim, já se estava se tornando sólido. Sendo assim, seguindo a contra mão no meu coração peguei minhas coisas, queimei as lembranças e viajei, mesmo não sabendo para onde. E talvez ainda nem eu mesma saiba o caminho a ser tomado, mas pelo menos agora, ele é só um sonho do passado.

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