“A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações”. (I Pd 1,15)

Os santos: razões pelas quais eu creio

Se alguém me perguntar por que razão eu creio em Deus, há de se surpreender com a minha assertiva. Não creio apenas pela disposição perfeita do Universo, não creio apenas por causa da Bíblia, não creio somente porque fui batizada e educada na fé católica ou exclusivamente pelos milagres que já ouvi falar e pelos que já presenciei. Creio em Deus, porque eu creio nos santos! Exatamente o que você leu! Eu creio em Deus, porque creio nos seus santos amados! Vi o que Deus pode fazer com quem abre o coração a Ele e se torna seu amigo pessoal e íntimo. Li biografias, assisti a filmes sobre santos e já conheci pessoas que estão crescendo em santidade. É tão magnífico! É tão estupendo que eu não precisaria de mais nenhuma razão para crer.

Creio nos santos e, por causa deles, creio na Igreja em que eles creram e que os levou à santidade por meio dos sacramentos. Creio nos santos e, por isso, não temo confiar na Santa Igreja Católica e obedecê-la cegamente. Creio nos santos e eles me levam à Roma e a seus tantos dogmas: os claros e os confusos, os que entendo e os que não fazem sentido para mim. Aceito todos por causa deles! Eles aceitaram tudo com humildade e sou convicta de que isso nunca lhes fez mal. Também por causa deles creio no Amor Encarnado, o Cristo, o pobre galileu que foi crucificado injustamente, mas que é Deus e, por isso, ressuscitou e vive!

Se o amigo leitor está se perguntando o que os santos têm de tão especial, se sempre os viu como meios para obter graças e nunca parou para pensar sobre a história de vida deles, vou listar abaixo alguns dos santos que me inspiram, e, quem sabe, levá-lo a uma boa e útil reflexão.

São Justino Mártir, o apologista. Viveu no século II depois de Cristo e teve fé suficiente para entregar sua vida em troca de não negar a sua fé. De onde lhe vinha tanta convicção?

Você teria tanta certeza assim? Você morreria por Cristo, na certeza de ir imediatamente para o Céu, mesmo que todos ao seu redor zombassem de você e lhe oferecem caminhos mais cômodos e fáceis?

Ele escolheu a tortura e a morte por amor a Jesus.

De minha parte, conhecendo a pobre humanidade decaída, egoísta e medrosa, só posso pensar que a sua fé e fortaleza vieram do próprio Senhor a quem ele amava.

Cito também São Domigos Sávio, um santo adolescente, que fazia, desde criança, longas horas de oração, que queria ser padre para servir a Deus e que fazia mortificações violentas para ser cada vez mais santo, que não teve medo da morte, quando esta, tão ligeiramente o colheu, quando ele tinha 15 anos de idade. Antes, preferia morrer do que pecar. E você, o que prefere?

Podemos nos questionar: de onde vinha tanta pureza e tanta entrega, se não do Cristo?

Lembro também de São Felipe Néri, o santo da alegria, que, como São Francisco, regojizava-se em meio à fome e à pobreza, que preferia o Paraíso antes das glórias da terra. De onde lhe vinha tanta felicidade, se não do coração amoroso dAquele é a mais pura e a mais perfeita alegria?

Por falar em São Francisco… ah, São Francisco, de onde lhe vinha tanto desapego e tanta obediência? De onde vinha a fé que mais parecia uma santa loucura? De onde vinha também a santa loucura de Santa Teresinha de Lisieux que, abandonou tudo aos 13 anos para adorar a Jesus na solidão do carmelo?

Se Deus lhe chamasse a isso, você atenderia?

Também não posso me esquecer de São Padre Pio que, apesar dos prodigiosos milagres, vivia se escondendo dos elogios humanos e afirmando que queria ser apenas um frade que rezava. De onde lhe vinha tanta humildade?

De onde vinha a coragem, o entusiasmo e o amor de São Josemaria Escrivá que ousadamente levava as pessoas para Deus em tempos de comunismo e perseguição?

Acredito sinceramente que todos esses santos foram formados pelo poder sobrenatural do Espírito Santo e, por isso, minha alma canta louvores a Deus pela vida de cada um deles, pois olhando para eles enxergo toda a minha esperança e, dando-os a conhecer, sei que levo Cristo para os homens, pois eles viveram verdadeiramente o famoso versículo de Paulo:

“Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim.” (Gl 2,20)

Cada santo que conhecemos é um lembrete e um convite. Recorda-nos de que Deus existe e é bom e convida-nos a amá-lO com todo o coração! Mostra-nos o quanto somos medíocres, orgulhosos e ignorantes e chama-nos a crescer de fé em fé até amar em plenitude como eles!

Contemplando a vida dos santos, os meus queridos amigos do Céu, só posso pensar que: se não fora o chamado de Deus para a santidade, para contemplá-lo um dia na sua glória, de nada me valeria viver! Eis, portanto, a principal razão da minha fé e espero, com este texto, levá-los também a crer.

Abraço fraterno!

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