Sobre o seu Tempo e a sua Felicidade
Nos últimos meses eu li alguns livros que mudaram completamente a minha maneira de pensar, e por isso venho compartilhar algumas ideias com vocês (no fim do artigo conto quais foram esses livros :)).
Toda a vida ouvimos muito falar em duas coisas:
- Busque sempre a felicidade;
- Mas não temos tempo pra nada.
São frases conhecidas por todos, aposto, e até certo momento eu tinha 100% de certeza de que praticamente esses seriam os lemas da vida de qualquer ser-humano.
“Ótimo, já sei como viver!”
Só que não.
Comecei a ler alguns livros específicos que, aos poucos, me abriram os olhos para uma visão diferente dessas duas frases, e também do poder da mente. E posso arriscar dizer que o primeiro passo foi ler e entender profundamente a frase do Mahatma Gandhi, que não é apenas bonita mas inteligente:

“Não existe caminho para a felicidade; A felicidade é o caminho!”
Frase simples, corriqueira, que está por todos os lugares (deve ter milhares tatuadas por aí). Me dei conta: “Mas gente, então a felicidade não está na sexta-feira que tanto esperamos, e sim na segunda, na terça, na quarta e na quinta! Mas eu nem lembro o que eu fiz nesses dias, tava tudo tão corrido…” Eu não sabia ainda, mas tudo estava corrido enquanto eu estava sendo feliz nos meus dias normais.
Foi quando eu me dei conta disso
Um dia acordei com duas aftas na boca que me duraram umas duas semanas. Não conseguia comer nem falar sem sentir elas me incomodando. Decidi fazer um exercício: tentei lembrar e assumir como eram os meus dias falando e comendo normalmente, sem as ardências. Concluí: eu nem reparava que estava nos melhores dias!
Ótimo, vamos tentar praticar isso: todo o dia quando eu acordo, no meu alongamento, reparo se há algo errado em meu corpo — algo que vá me incomodar ao longo do dia. Se não há, antes que qualqueeeeer coisinha possa estragar o meu humor, já penso e tomo consciência: “oba, estou em um ótimo dia! Agora preciso correr porque estou atrasada e…”
Passamos para outra análise.
Esperando na fila do banco, olhei pro relógio
Os minutos eram intermináveis enquanto eu estava acompanhando o tempo pelo meu celular. Eu o guardei em meu bolso, olhei para os lados, fui atendida. Saí do banco, olhei novamente o telefone pra conferir o horário: “O quê? Já deu uma hora?”. Reparei que o tempo passava muito mais lentamente enquanto se olha pro relógio. Por quê? Porque sem dó nem piedade, o relógio te mostra o Agora. Pra ele, não existe o amanhã; está pouco se lixando pra semana que vem; e não vem dizer que existe ontem porque pra ele o ontem também era hoje, e mais precisamente, agora.
Me dei conta do que eu queria pra minha vida:
“Gostaria que nos dias que estivesse tudo ok comigo, eu passasse olhando pro relógio!”
Mas é lógico que isso não é possível. Eu só queria o efeito disso.
Queria ter o tempo que parece que temos enquanto acompanhamos os segundos passarem, e ao mesmo tempo queria ter sempre 100% de noção do quanto está tudo bem e do quanto poderia estar pior.
Confuso? Mas faz sentido, juro.
Comecei a fazer coisas e ler livros (só conto no final) que ensinem a viver o agora e a fazer a minha mente me obedecer mais
Através de um desses livros, descobri a prática da meditação. Pensei: já tentei fazer tantas atividades diferentes (já fui escoteira, já fiz ginástica olímpica, teatro, ballet, boxe, dança de rua…) por que não tentar sentar, fechar os olhos, e “não pensar em nada?” (Não pensar em nada é a primeira coisa que pensamos que é a meditação — o que não é verdade, você pensa, sim, durante a meditação. Mas posso falar sobre isso num outro artigo.)
A meditação pode ser entendida como um esporte: quanto mais você exercitar, melhor você fica naquilo. Comecei a praticar sempre que dava. Depois, semanalmente. Hoje faz parte do meu ritual matinal diário. Aprendi a controlar meus pensamentos: concentrar-me em um só assunto, e ver os demais passarem como um trem, enquanto eu observo da estação. Deu certo! Adorei. Agora precisava fazer isso no meu dia-a-dia, no trabalho, e não só na meditação. Foi quando comecei com a Yoga.

Comecei a praticar Yoga há um tempo, com um amigo que fazia em uma das casas mais conceituadas do Brasil. Ele me deu toda a base, e eu tomei meu rumo através de vídeos do youtube (tem TUDO no youtube — até excelentes aulas de yoga). A minha instrutora favorita sempre dizia no começo das aulas: “vou dar uns minutinhos pra vocês irem chegando na aula devagarinho, parando pra pensar só no aqui e agora”. E ficávamos uns cinco minutos só assim: tentando esquecer tudo, pensando só no aqui e agora (lembrava das práticas de meditação). Começamos a aula de 20 minutos. Terminamos a aula com a sensação de ter passado 40.
E aí que a mágica aconteceu:
O tempo passou tão devagar quanto se eu estivesse olhando no relógio.
Depois de tantos devaneios, consegui fazer uma ligação em tudo isso, e a conclusão que cheguei é de que: se quisermos mais tempo pra nossa vida e se quisermos ser realmente felizes hoje, e não só na sexta-feira, basta vivermos mais o presente, o agora — como se estivéssemos olhando pro relógio.
O que eu preciso fazer amanhã, não poderá ser resolvido hoje.
A preocupação nos tira do presente, e atrasa todas as coisas que temos pra fazer hoje. Se déssemos cem por cento da nossa atenção a uma só tarefa, ela seria finalizada mais rápido, e com menos possibilidade de ajustes. Veja: aqui você já ganhou tempo! Divida suas tarefas em dias da semana. Analise o seu dia antes dele começar, e quais serão os seus FOCOS do dia. E não se desvirtue disso, acredite: não vai adiantar nada. Você só vai ficar mais sem tempo, e mais infeliz — com sentimento de impotência e incapacidade por não ter resolvido algo que, veja bem, você não precisava ter resolvido hoje.
Analise a sua vida e responda: como você vai fazer para começar a ter mais tempo, e ser mais feliz, se o dia de todo mundo tem as mesmas 24h?
Como você vai começar a viver o aqui e agora?
Pense nisso. :) E se quiser começar como eu comecei, aqui vão os livros incríveis que mudaram a minha percepção sobre vários pontos da nossa vida e da nossa mente:
- Desvendando Mistérios — Chacras, Kundalini, Os Sete Corpos e Outros Temas Esotéricos — OSHO.
- Propósito — Sri Prem Baba
- MINDFULNESS — Atenção plena — Mark Williams e Danny Penman
- Os Segredos da Mente Milionária — T. Harv Eker
Espero contribuir um pouquinho para a calma nos seus dias!
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Até a próxima, e obrigada por dedicar preciosos minutos do seu dia pra me ler. ♥
Namastê ~
