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Aqui estamos mais uma vez, ele e esse maldito celular, aonde vamos parar? Será que lembrei de fechar o gás? Eu não sei quando aprendi a gostar de cerveja, só sei que agora quero mais, ou então um vinho, ou um frisante bem chique onde eu possa afogar toda essa distância que chega pela janela e atravessa essa mesa. São quilômetros e quilômetros de mesa e mais a linha do tempo entre nós. Quando criança sentia angústia em pensar no infinito do universo: ia indo e indo adiante na minha imaginação daquele escuro profundo e ficava assustada de nunca poder chegar num ponto, num fim, num encontro. Hoje a angústia é de pensar nesses nossos “feeds de notícia”, tão infinitos quanto o universo teoricamente é (sim, teoricamente! talvez a gente só não tenha recursos e paciência pra chegar até a beira!). Olha, uma menina de bicicleta.
