Image for post
Image for post
(ilustração por Beatriz Leite | contato: beatriz.hmleite@gmail.com)

Para facilitar o acesso, reunirei aqui todos os meus textos publicados no Medium (TRENDR, Fale com Elas, Revista Subjetiva, Mulheres que escrevem), na Revista Capitolina (da qual sou co-fundadora e com a qual colaborei por três anos), na Revista Tpm e no projeto #OValordoFeminino. Estão divididos por temas e categorias, em constante atualização. ;)

Me acompanhem também por aqui: Instagram | Facebook.

Para entrevistas, convites para palestras, mesa redonda etc., envie um e-mail para contato.laurampires@gmail.com .

Links diretos para cada veículo: publicados no Medium |publicados na Revista Tpm | publicados na Revista Capitolina | projeto #OValordoFeminino.

AMOR E RELAÇÕES


Image for post
Image for post
(ilustração por Beatriz Leite | contato: beatriz.hmleite@gmail.com)

Não ligar no dia seguinte, não andar de mãos dadas, não dizer que ama primeiro, não dizer quando se magoou com algo. Utilizamos uma série de estratégias, algumas até prejudiciais a nós mesmos, para não demonstrar que somos seres humanos e sentimos. Fazemos isso com o único objetivo de proteção: não podemos parecer afobados ou correr o risco de passar a impressão de que estamos nos importando demais. Passar essa impressão significa estar à mercê da vontade do outro ou imediatamente perdê-lo. Sentimentos que deveriam ser apreciados são apagados, afastados e rejeitados. Sentimentos assustam.

Certa vez, um amigo decidiu se…


Image for post
Image for post
(ilustração por Beatriz Leite | contato: beatriz.hmleite@gmail.com)

O mundo não é dos solteiros. Tudo é feito pra casal. Por mais bem resolvidas que sejamos, é impossível não ter momentos de insatisfação sendo pessoas solteiras sim, e sozinhas também. Essa insatisfação pode vir das coisas mais banais (não ter com quem dividir um prato no restaurante porque tudo é pra duas pessoas) até as mais sérias (não ter um financiamento aprovado porque a lei só permite juntar renda com cônjuge e quem diabos tem dinheiro pra isso sozinho?). …


Image for post
Image for post
(ilustração por Beatriz Leite | contato: beatriz.hmleite@gmail.com)

Relações abusivas não são só aquelas nas quais ocorre violência física e/ou sexual. Há também as relações que são abusivas emocionalmente. Nessas relações, somos frequentemente colocadas em situações de confusão e duvidamos da nossa própria percepção das coisas. Sabe quando você está chateada com uma pessoa e, com todo um jeitinho, fala disso com ela e ela reage tão mal que você termina a discussão se desculpando por ter reclamado? Esse é um dos padrões que o abuso emocional segue, em maior ou menor grau. Acabamos questionando nosso valor, nossa inteligência, até nosso próprio caráter. Esse tipo de relação pode…


Image for post
Image for post
(ilustração por Beatriz Leite | contato: beatriz.hmleite@gmail.com)

Sentir-se só talvez seja a experiência mais universal que existe. Soa quase contraditório, pois é quando bate o sentimento de solidão que nos sentimos mais à parte de todas as outras pessoas do mundo e parece ser impossível que mais gente se sinta da mesma forma.

É desde meados do século XIX que os discursos propagadores de amor romântico circulam na sociedade. Uma das características mais marcantes desse amor é ser visto como a chave para a felicidade — veja bem, não parte integrante do conjunto de coisas que pode nos trazer felicidade, mas sim o item essencial, o meio…


Image for post
Image for post
(Miroslav Zgabaj — Fade Away)

Outro dia fui parar numa discussão sobre ghosting. O termo se refere a ir sumindo aos poucos, como a imagem borrada de um fantasma. Normalmente, isso se dá numa relação que está bem no início, ou até depois da primeira vez apenas. A outra pessoa vai diminuindo o contato, demorando mais pra responder, até sumir de vez — ou nunca mais responde, sem nem fazer esse movimento de ir se esvaindo. Essa forma de término é, hoje em dia, muito comum, talvez por ser facilitada pelo meio digital, e costuma ser considerada muito cruel, pois tende a ser repentina e…


Image for post
Image for post
(ilustração por Paula Chimanovitch | contato: pchimanovitch@gmail.com)

Indivíduos são universos inteiros e, em relacionamentos, temos um mínimo de dois universos tentando se abraçar. Idealmente, acreditamos que esse abraço de universos deve ser sempre leve e agradável. Fazemos de tudo pra evitar conflitos e temos a tendência de enxergar conflitos como sinal de algo ruim. Acontece que conflitos fazem parte de qualquer relação, pois as pessoas são diferentes umas das outras e, mais cedo ou mais tarde, sempre teremos discordâncias, sendo algumas delas irreconciliáveis. Como lidar, então, quando esbarramos nesse momento em que a pessoa com quem você se relaciona faz algo que te magoa ou vice-versa? Você…


(ou) Migalhas de amor

Image for post
Image for post
(ilustração por Beatriz Quadros | contato: beatrizquadros@yahoo.com.br)

Recentemente, por causa de uma propaganda insistente do New York Times no Twitter, li um artigo sobre o conceito de orbiting, que está sendo chamado de “o novo ghosting”. Ghosting, pra quem não sabe, é quando a pessoa, em vez de conversar e terminar com você, simplesmente vai sumindo até nunca mais aparecer. O orbiting, enquanto isso, consiste em terminar mas ficar te acompanhando — te orbitando — , especialmente online.

Ora, sim, tem gente que termina e continua te mantendo a uma distância calculada pra poder te puxar de volta se quiser ou simplesmente pra te manter interessada e…


Rótulos e a escada rolante dos relacionamentos

Image for post
Image for post
(ilustração por Beatriz Leite | contato: beatriz.hmleite@gmail.com)

Pra você, o que constitui um namoro? Prioridade? Apresentar à família? Passar os fins de semana juntos? Conviver com os amigos um do outro? Exclusividade sexual? Exclusividade emocional? Fazer planos?

As perspectivas individuais sobre o que constitui um namoro variam. É inegável, no entanto, que há uma expectativa social clara quanto a forma que um relacionamento deve ter. No senso comum, namoros são como ensaios para o espetáculo final: duas pessoas de gêneros diferentes, casadas, exclusivas sexual e emocionalmente, e com filhos. Qualquer coisa que fuja a isso (pessoas do mesmo gênero, pessoas trans, casais sem filhos, mães solteiras, trisais…


e ser babaca é questão de “só” mesmo?

Image for post
Image for post
(ilustração por Beatriz Leite | contato: beatriz.hmleite@gmail.com)

Você, mulher, transa com o cara, depois de várias mensagens trocadas e ele pagando de amorzinho. Você, de início, só queria sexo, não estava numa vibe de se envolver, mas ele foi tão legal e parecia estar envolvido emocionalmente, então você acabou dando abertura pra se envolver também. Depois do sexo, ele parece meio distante. Você teme perguntar algo e passar por louca carente, então espera. Só depois de alguns dias, você se toca: caiu no papinho sedutor mentiroso de um cara que acha que pra te comer precisa pagar de apaixonado. …

Laura Pires

Escrevo sobre relações de afeto. Instagram: @_laurampires . Contato profissional: contato.laurampires@gmail.com .

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store