Laura, tenho pensado nas narrativas complementares a essa do homem aprisionado pelo casamento: a…
Stephanie Borges
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Boa sacada! Interessante que correspondentes masculinos a esses personagens femininos “difíceis de gostar” não são difíceis de gostar. Muito pelo contrário.

Seu comentário me lembrou de um outro que recebi no Facebook sobre como, historicamente, é na verdade a mulher que fica aprisionada pelo casamento. Porque não tem/tinha condições de se sustentar sozinha, porque o único papel social disponível para uma mulher era ser mãe e esposa, porque o marido fazia de tudo para cercear o direito de ir e vir da esposa… Estou usando verbos no passado, mas esse tipo de coisa ainda é uma realidade. Fiquei pensando, diante disso, que, em uma sociedade patriarcal, não tem como uma mulher aprisionar um homem, simplesmente porque não há poder estrutural para isso. Essa narrativa do homem aprisionado pelo casamento fica ainda mais perversa se pararmos pra pensar por esse ângulo.

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