O problema da deficiência de empatia da sociedade e a ciranda de Drummond corrompida

Quando alguém discorda de sua opinião, você tem algumas opções de reação. Dentre elas, é refletir se o que o outro está dizendo é realmente legítimo e considerar a incrível hipótese de que você pode ter errado sim e não há problema nenhum nisso. Mas quase ninguém faz isso. Ao menos na minha pequena jornada de 19 anos. O que acontece nas pessoas é que elas estão inseridas em cabines de guerra. E quando alguém discorda delas, soa uma sirene e luzes vermelhas piscantes pelo cômodo, a tripulação entra em desespero e aperta o primeiro botão de mísseis que vê no painel. Na vida real isso é: seu tio de quase 40 que já desistiu de tentar a vida e não larga seu galaxy vê uma publicação que contém apologia a liberdade de gênero e só o que ele sabe fazer é falar como aquilo é bosta e como sua mãe é uma puta que geme baixinho (?). E sua prima, que é trans, responde seu tio, que é transfóbico, dizendo que ele é um perdedor que sua vó se arrepende de ter o tido. E aí sua tia, a que estava casada com seu tio, que é transfóbico, responde sua prima, que é transexual, que ela é uma mimada que não deu valor aos pais dela. E aí os pais dela, que nunca tomam posição nenhuma na vida, respondem a tia, que estava casada com seu tio, que é transfóbico, que somos família e devemos parar com isso. E o almoço de domingo continua tão agradável como antes.

Grown up, bitches