Pedido de desculpa.

Laura Traverso
Aug 8, 2017 · 2 min read

Um desastre.

Em vários aspectos. Incontáveis.

Talvez pelo fato de possuir o dom do exagero, e consequentemente ser tudo o que sou de forma exagerada, sou exageradamente desastrada.

Até escrevendo.

Sentindo então, nem se fala: exageradamente desastrada. E medrosa.

Nunca achei que fosse medrosa, até ver o medo aparecer. Que óbvio.

Acho um desastre sentir algo em exagero e ter medo disso. E está acontecendo agora.

Na verdade, tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, aí fora e aqui dentro, mas tem algo que não para de acontecer. Era pra ser bom, sabe? Mas tenho tenho medo. Então vem o desastre, e em seguida retorna o medo.

“Abrir o coração” é um negócio que acontecia de tempos em tempos. Longos e raros tempos. Sempre foi muito difícil falar sobre o que sinto, mas vem se tornado cada vez mais necessário e recorrente. Muita coisa acontecendo, mas só uma transbordando e eu preciso esvaziar, porque todo santo dia enche de novo e tenho muito medo de se afogar. Ou pior: de afogar nós dois, já que uma hora ou outra, vou estragar tudo. E isso não é exagero, eu estraga mesmo.

Fico questionando a razão de sempre tomar as decisões erradas, sem respostas, óbvio.

Só encontrei a resposta da razão de sempre agir de forma errada. Essa é óbvia também. Ajo como aquilo que sou.

Essa breve narrativa é um pedido de desculpas pra nós dois. Por não ter coragem de olhar nos teus olhos e dizer, de trás pra frente, todas as infinitas características do teu ser que fazem com que eu dê risada até do que me incomoda. Por ser alguém que tem no fundo da alma, e potencialmente te faria um bem danado, mas a conduta ainda discrepante em relação ao que sinto. Já dizia o Grupo Revelação: “… eu não quero ser um mal na sua vida.”

Desculpa.

    Laura Traverso

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