PEQUENO DICIONÁRIO DE EVITAÇÕES SENTIMENTAIS

Termos básicos para a vida que você deveria conhecer, entender e evitar.

DRAMA

Do grego: dráma. Uma hora cai a máscara e, em vez de um Oscar, você ganha um Framboesa de ouro.

Há momentos tristes na vida de todo mundo, isso faz parte da natureza da própria vida, aliás. Há tristezas que são insuportáveis e parecem que vão dividir a gente ao meio como uma lâmina de espada samurai, uma faca Ginsu da vida, destroçando ossos, coração e alma. Mas, existe uma grande diferença entre uma dor real e as dores imaginárias que a gente inventa pra chamar atenção,a.k.a. drama. E drama, meus caros, é uma coisa muito chata.

All the drama queens/kings…

Portanto, não aumente suas dores e infelicidades acima da medida, não culpe ninguém pelos seus infortúnios e nem se faça de coitadinh@. Não faça drama nem por charminho, amig@. Pessoas um pouco mais inteligentes do que você podem, mais cedo ou mais tarde, sacar que o seu mimimi hiperbólico + papel de vítima é fake e deixarem você choramingando sozinho. Alone, forever.

Faça um favor para você mesmo: sente-se em qualquer lugar silencioso no qual você possa ficar ao menos 10 minutos sozinho, e repasse mentalmente todas as situações nas quais alguém usou e abusou do drama com você. Qualquer chantagem emocional, qualquer barganha afetiva: lembre-se do que puder lembrar. Repasse mentalmente todas essas situações e tente sentir o quanto ser vítima disso foi desgastante. Depois disso, tente se lembrar do quanto você dramatizou situações na sua vida, dessa vez, vitimizando os outros com o seu drama. Seja sincero. Pense em todas situações em que você perdeu a linha, mimimizou além da conta e carregou na interpretação. E aí, Meryl Streep, conseguiu ver o quanto tudo isso foi chato?

MEDO

Medo: do latim metum. Aquele sentimento paralisante que faz você perder as melhores oportunidades da sua vida.

Você tem medo do quê, cara-pálida?

Você já deve ter passado por poucas e boas nesses seus tantos anos de vida. Tirando o inevitável, como perder pessoas queridas, e algumas boas oportunidades de ser uma pessoa melhor (as quais perdemos por imaturidades da juventude), você até que se divertiu até aqui, não? Vai, confessa…

Ninguém é obrigado a ser perfeito e ter todas as respostas. Aliás, errar significa ter tentado e, futuramente, isso permite fazermos tudo de novo e bem melhor (se não melhor, nos permite errar menos).

A gente nasce verdinho e vai batendo cabeça mesmo, vai estropiando o coração aqui, a autoflagelando a personalidade ali, descontando em quem não tem nada a ver com nossos problemas por acolá, isso acontece com todo mundo. A gente vai vivendo, amadurecendo e se dando conta dessas coisas, catalogando-as no nosso inventário pessoal e aprendendo a consertar o consertável, evitar o evitável e mitigar as consequências do que não tem mais jeito. Keep calm, c´est la vie.

Encare seu medo, abrace-o e dance com ele

Mas deixa eu te contar um segredo: o medo vem da ignorância, amig@. Vem do desconhecido, do novo, da mudança e, quase sempre, é puramente emocional. Se o medo é um tanto irracional, então, tchararam: racionalize! Vá lá e observe-o, olhe na cara do medo, conheça-o, avalie todas as variáveis, abrace-o e dance com ele. Eu prometo uma coisa: nem todos você vai conseguir enfrentar facilmente mas, fazendo isso, você vai conseguir transformar muitos hipopótamos em ratos, lembrando o poeta Paulo Mendes Campos.

E importante: não fique com medo de perder coisas, criança. Logo na esquina moram novas possibilidades. Elas não são imediatas, mas sempre vêm. E, quando passarem fortuitamente no seu caminho, anote a placa do caminhão.

PREGUIÇA

Preguiça. Do latim: prigritia. Um dos sete pecados capitais que queimam sua alma no tédio infernal de uma vida medíocre.

Ah, a preguiça, essa sapequinha. Ela faz escoar pelo ralo o que você tem de mais precioso: o tempo.

A preguiça mata o seu futuro, porque ela é a irmã bacana do medo. É a autocorrupção mais fofinha. Já o medo vem com aquelas garras afiadas e presas enormes, enquanto a preguiça se parece mais com uma irmãzinha mais nova, jogada no sofá, vendo tv e enfiando uma colherzinha num pote enorme de Nutella. Um Homer Simpson.

Preguiça, a autocorrupção mais fofinha.

Aquela procrastinaçãozinha navegando sem rumo na internet, ou mesmo na frente da tv, rouba um tempinho precioso que você poderia estar lendo um livro ou mesmo prestando atenção na pessoa que está ao seu lado. Aquele projeto pessoal dos seus sonhos, você vai deixar para um amanhã que nunca chega porque acha que já trabalhou muito e está cansado demais para pensar.

É muito fácil ser preguiçoso hoje em dia. Há uma indústria especialista em facilitar tudo para você e prendê-lo numa teia viciosa de dependência tecnológica e entretenimento hipnotizante.

Então, cuide melhor do seu tempo. Ele é tipo o petróleo: caro e não renovável. Compre uma agenda, planeje-se: isso é essencial. Mas, antes disso tudo, pergunte-se sinceramente o que você quer. E responder essa pergunta não é fácil. Ela está um grau de dificuldade acima de responder a clássica “quem sou eu?”. Nível Defcon 6, nem juntando na mesma sala Kant, Peirce, Sartre, Milton, Kierkegaard e talvez Voltaire responderiam a esta pergunta facilmente, imagina a gente.

Então, quanto mais cedo você tentar responder a esta pergunta, mesmo que sejam respostas provisórias, melhor. Depois o tempo mesmo se encarrega a atualizar suas definições sobre a vida, desde que você “cuide muito bem do tempo que lhe foi dado” (GANDALF, Terceira Era; ano desconhecido).

Nota: A primeira e terceira imagem são de divulgação. Vasculhei toda a internet atrás dos créditos da segunda imagem (lobo e mulher dançando) e não achei muito além do blog que a postou primeiro, sem indicação de fonte. Se alguém souber, basta avisar nos comentários que atualizaremos prontamente. Valeu ;-)

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