Brandura e severidade

Por Douglas Wilson

Disse certa feita o puritano William Bridge: “É nosso dever ver as coisas como Deus as apresenta”. Ele estava falando sobre como Deus ama apresentar a severidade e a brandura juntas. Se ficarmos só com a severidade, e tentarmos viver por isso, labutamos sob uma nuvem de condenação. Se ficarmos só com a brandura, e tentarmos viver por isso, tornamo-nos efeminados em nossa fé e ficamos sem nenhuma estrutura para ela. Considerai, diz o apóstolo Paulo, a bondade e severidade de Deus (Romanos 11.22).

A arca da aliança foi ornada com o propiciatório, e Uzá foi ferido de morte porque tocou-a (2 Samuel 6.7). O cálice da bênção foi entregue aos coríntios, e muitos deles morreram ou adoeceram porque tentaram bebê-lo junto com seu egoísmo.

Apenas a verdadeira fé evangélica pode compreender esses dois pólos. O Deus terrível, envolto na escuridão da santidade inefável, está transbordando de ternas misericórdias. O Deus de toda consolação e bondade derruba impérios, julga o hipócrita e o mentiroso, e devasta as pretensões do sábio e do erudito.

Captamos ambos os elementos quando nos referimos ao nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Reunimo-nos com ele aqui; esta é a Sua Mesa, não é? Ele é Senhor, o Senhor eterno, com autoridade sobre absolutamente tudo que possa ser nomeado. Ele também é o Salvador do perverso, do desamparado, do perdido. Portanto vinde, e bem-vindo, a Jesus Cristo.

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Fonte: Blog & Mablog.

Tradução de Leonardo Bruno Galdino.