Defoe, Crusoé e vocação

Não se trata de ganhar o mundo e perder a alma, mas de discernir onde Deus quer que estejamos.

Leonardo Bruno Galdino
Nov 4 · 1 min read

Chesterton diz que a melhor maneira de enxergar a igreja é situar-se fora dela, a fim de poder vê-la melhor. É mais ou menos o que Defoe faz em Robinson Crusoé.

Na verdade, Crusoé é o próprio Defoe, que deixou o seminário para ganhar o mundo, tal como o famoso marujo fez com sua casa, “saindo” dela para enxergá-la melhor. Pode ser que Crusoé nunca chegasse àquelas conclusões maravilhosas sobre Deus e o mundo se tivesse “permanecido”. Pode ser que nunca conhecêssemos o “teólogo Defoe”.

Mas Defoe fez teologia — e das boas, diga-se — com a sua literatura, e com ela ganhou o mundo. Não se trata de ganhar o mundo e perder a alma — só Deus sabe de Defoe —, mas de discernir onde Ele quer que estejamos.

[Publicado originalmente no meu Twitter.]

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