
Lied Für Ein Unbekannt Tag
Chega mais perto,entra p'ra um café
Espera mais um pouco,deixa esfriar
Sei que meu endereço não estava claro - em tão singela nota de rodapé
Mas vem,deita em meu colo,há muito para contar
Da memória de constelações de um outubro passado
Restou a ternura,o toque entrelaçado
Como posso fazer,para pedir que vás embora?
Por demais exaustivo,deixa isso p'ra outra hora
Enquanto isso,deixe-me desembaraçar seus cabelos
Talvez seja a última vez,depois de tanto tempo
Não sei como,aceitar por completo,que não posso tê-lo
Penso que as faíscas sequer existam,mas só por um momento
É apenas cortesia,teu atual sorriso?
Teu gesto sutil e tristonho,enigmático
É contemplar-te, até hoje, nada mais que castigo?
Se assim for,deixa-me esquecer-te -
Mas me dá também teu telefone,sabes, para mais tarde
Detesto a palavra saudade, seu peso sobre meu coração
Até hoje, não consigo por completo soltar tua mão
Me estarrece,a forma que mesmo com o passar dos anos me lês
Imploro a Deus maior,para que não me incendeie outra vez
Nunca tive coragem, nem mesmo não platônica vontade
De deixar-te consumir-me , mas, ah, teus braços!
Poderia facilmente deixar d’outro lugar pertencer
Para p’ra sempre perder-me em ti - que descaso!
Mas vem, entra, deita comigo, espera só um pouco mais
Me dá tua mão, deixa-me ler teu destino
Deixa-me fazer entender,que apenas como mentira estará escrito
A próxima vez,que em mascarado sorriso, te disser:
Nunca mais.
VII.XI.MMXIX