Não deu certo. E agora?

Insistimos em nos culpar quando uma relação amorosa ou a prévia existência de uma não funciona do jeito que imaginávamos. Um misto de frustração e culpa nos invade e ficamos nos perguntando em que parte erramos e o que deveríamos ter feito para que tivesse dado certo. Tudo cai em nossas costas e não enxergamos nada além de uma culpa que é somente nossa e de ninguém mais. Acredito ser esse nosso engano mais leviano e comum, nos culpar. 
Seguimos a premissa de que "quando um não quer, dois não brigam". As pessoas tem todo o direito de não nos querer de volta, não importa o quanto as queiramos. Entretanto, o problema é quando há reciprocidade e mesmo assim as coisas parecem não caminhar bem. Esquecemos de que é preciso que duas pessoas estejam em completa sintonia para que disso surja uma relação, da mesma forma que se uma delas estiver com objetivos diferentes para o que procura em alguém, isso pode dar muito errado e portanto, não é apenas culpa sua. 
É necessário aceitar que não importa o quanto você corra em direção a alguém se este alguém estiver correndo de você ao mesmo tempo, esta pessoa nunca será alcançada, mesmo que de alguma maneira esteja ao seu lado e vez ou outra lhe mande olhares ou sorrisos em momentos específicos.
Correspondência casual não é correspondência amorosa. Não se pode criar esperanças em cima de bases fracas e vigas podres e muito menos pode-se exigir de si mesmo a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso de um pseudo relacionamento que nunca chegou a ver a luz do dia.

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