Acho que estou escrevendo um livro

Oi. Olha que loucura: um dos objetivos que estipulei para 2016 foi finalizar o meu livro de contos, sobre o qual apenas uns poucos amigos mais próximos sabem. Mas aí li em algum lugar (aqui) que quanto mais pessoas conhecerem as suas metas, mais essas metas se tornarão exequíveis, mesmo após perderem o cheiro bom de início de ano. Por isso resolvi criar esse canal aqui, que é por onde eu vou compartilhar semanalmente a produção da minha obra-prima (sic), mas não só isso, digo. A meta se expandiu. “Foi dobrada”, diriam.
Já venho trabalhando nesse projeto há algum tempo. Na minha cabeça, há anos. No papel, há meses. Em set/2015 até me isolei em uma praia distante pra tentar escrever uns punhados. Não me saí tão bem, mas tenho hoje dois contos finalizados — que, embora dignos, precisam de uns rebuscamentos consideráveis — e ideias pra mais uns oito. Escrevo um livro de contos sobre fé, descrença e desespero, sobre como as pessoas reagem quando precisam acreditar/deixar de acreditar. É com ele que pretendo concorrer ao Prêmio Sesc de Literatura de 2017. Coisa séria, portanto.
O terapeuta de uma amiga disse pra ela que precisamos elaborar metas justas. Risco de desilusões minimizado. Esse homem, claro, me parece bastante sensato. E eu adoro pessoas sensatas. Eu beijo pessoas sensatas, quando elas me permitem. Mas veja: não estou ficando mais novo, então é preciso vibrar e correr. Vou escrevendo, tentando, mesmo que ninguém leia.
Ah, preciso dizer que no futuro talvez precise da sua ajuda.
Fique atento.
Abraço.