Comeback

Voltei, depois de uns reviravoltas desconcertantes. Voltei pra ficar, acho. Pra continuar, mesmo que. E agora em endereço novo: no Medium, que é, segundo eles dizem, o melhor lugar para ler e escrever.
As mudanças recentes na minha vida, as revelações e realinhamentos, me fizeram duvidar dos talentos que possuo. Cresci ouvindo que o Deus a quem eu amava só amava algumas pessoas, umas certas criaturas, aquelas que cabiam num frame de perfeição vendido em certas lojas, a preços inalcançáveis.
Isso tira a vida de sujeitos como eu, que andam por fé.
Mas aí, quando fui abraçando de vez a verdade de que Ele também me ama, — mesmo que — , comecei a recobrar as forças.
Nova vontade.
Já há, espalhados pelo mundo, milhares de manuscritos engavetados, muitos sonhos pausados, tantos contos suspensos, e eu não quero me juntar a eles. Não por muito mais tempo.
Hoje, mais uma vez, eu digo sim ao que é preciso ser feito. E quando você diz sim a uma ideia, é hora de o espetáculo começar.
Elizabeth Gilbert, em seu livro A Grande Magia, nos incentiva a continuar trabalhando. Pág 120, ela diz:
“Continue trabalhando. Pelo mero ato de criar algo — qualquer coisa — você pode acabar produzindo uma obra magnífica, eterna ou importante (como fez Marco Aurélio, no fim das contas, com suas Meditações). Por outro lado, talvez isso nunca aconteça. Mas se sua vocação é produzir, precisa continuar produzindo mesmo assim, para poder viver seu potencial ao máximo e também para se manter são.”
Sanidade ou sucesso, entendem?
Se é assim, então tá tudo bem.