Brexit e a maior mentira de todos os tempos

Há um mal-estar generalizado no mundo desenvolvido, apesar de termos alcançado a melhor qualidade de vida na história da civilização: paramos de enriquecer e evoluir no mesmo ritmo.
A percepção de remar e não sair do lugar é real, especialmente na classe média que forma o grosso da população americana, europeia e japonesa.
O descontentamento cria fenômenos políticos como Trump nos EUA e a Brexit na Europa.

É verdade que a diminuição da renda média da população não significou um menor acesso a produtos e serviços. Na verdade a globalização e a tecnologia produziram uma diminuição de preços sem paralelos. Hoje um smartphone de US$ 300,00 traz mais poder de processamento que o utilizado por todos os computadores que levaram o homem a Lua no final da década de 60.
Mas mesmo assim, é correto dizer a classe média está poupando cada vez menos, se endividando cada vez mais e portanto passa por dificuldades cada vez maiores para enriquecer.
Mas por que isso ocorre?
Um fenômeno que pode ser observado desde o início da década de 70 é um crescimento assombroso da burocracia estatal, com o aumento sistemático dos impostos para sustentá-la e também para manter um regime de bem-estar social.

A ideia que um regime socialista beneficia os mais pobres é a maior mentira da história.
Mesmo na sua versão “democrática” menos maligna, o socialismo é um regime que beneficia os mais ricos e mais preparados, apesar da crença contrária.
Senão, vejamos: no modelo atual há uma intromissão do Estado em todos os aspectos da vida humana, seja em questões pessoais, seja em questões empresariais.
Além disso ser uma clara violação das liberdades individuais, há um aumento exponencial da ineficiência criada por uma regulação excessiva de qualquer atividade além do desestímulo a inovação.
Em tese, esse regime socialista oferece a “garantia” de acesso de todos a serviços como educação, saúde e até mesmo subsídios estatais para moradia e em certos casos até mesmo uma mesada básica para aqueles que não conseguem um empregou ou simplesmente não querem trabalhar.
Mas qual é o custo disso tudo?
O custo é o empobrecimento geral. Além desses serviços “gratuitos” terem uma qualidade duvidosa, eles são mantidos por impostos cada vez maiores sobre toda a população. Os mais pobres no final são aqueles que mais pagam, pois quando há uma renda que mal gera o sustento, qualquer parte dessa renda utilizada para o pagamento de impostos sobre produtos e serviços conta muito.
Já para o topo da pirâmide, o sistema socialista é ótimo. Se você teve condições de frequentar os melhores colégios, públicos ou privados, você terá acesso aos melhores cargos na burocracia estatal ou aos melhores empregos em grandes empresas que são protegidas pelo governo através da forte regulação ou de regras de acesso que garantem a manutenção dessa mesma elite no poder.
Ou você pode fazer parte da Intelligentsia e vender o seu trabalho intelectual para o Estado, passando então a defender o lindo sistema socialista. Talvez até virar um político e ajudar a construir o socialismo, em “defesa” das massas.
Em comparação, um trabalhador europeu de classe média precisa deixar praticamente 50% da sua renda para o Estado, precisa pagar por produtos mais caros por conta da proteção comercial feita pela União Europeia a produtos que vem de fora do bloco, precisa pagar caro por moradia num mercado totalmente engessado por um misto de subsídios e de pesada regulação.
Se ele se aventurar abrindo uma empresa, irá se deparar com uma verdadeira barreira regulatória, impedindo que ele compita com as grandes empresas já estabelecidas.
Resignado, ele erá produzir cada vez menos num trabalho que ele provavelmente odeia, sabendo que não pode ser demitido já que os socialistas fizeram a ele o favor de criar leis que o protegem desse destino.
Ou então simplesmente deixará de trabalhar porque a mesada que ele ganhará do Estado para ficar em casa bebendo cerveja e vendo futebol na televisão é muito boa.
Quanto maior e mais centralizado é o poder político, caso da União Europeia, mais forte fica esse mesmo sistema opressor, garantindo o status quo tanto para os maiores beneficiários do esquema quanto aos pseudo beneficiários.
A falência econômica desse modelo está cada vez mais clara, com as autoridades monetárias europeias tentando fazer a mágica de produzir riqueza com a emissão de mais moeda para comprar títulos da monstruosa dívida que eles mesmos criaram para manter os seus Estados deficitários.

O Reino Unido tem uma longa tradição democrática. Foram eles que criaram as bases da democracia representativa verdadeira, desde a Carta Magna de 1215 que limitava os poderes do Rei, passando pela Revolução Gloriosa de 1688 que pavimentou as condições para a Revolução Industrial que foi a grande geradora de riqueza para o mundo na história.
Os “analistas” brasileiros e internacionais foram rápidos ao indicar que a maioria dos defensores do Leave, que garantiram a saída do Reino Unido da UE, tem uma renda menor, são mais velhos e vivem longe dos grandes centros. Demonstrando o mesmo preconceito que os “iluminados” gestores da UE, tacharam essa maioria democrática de atrasados e mais sensíveis aos apelos “populistas” de líderes “xenófobos” da “extrema-direita”.
Será que não seria exatamente o contrário?
Os jovens menos experientes que trabalham em multinacionais suportadas por governos afeitos ao capitalismo de compadrio ou mamam gostosamente nas tetas do Estado, sejam fazendo parte da sua burocracia ou dependendo exclusivamente de bolsas de todo tipo, não estariam mais dispostos a cair na conversa mole do projeto globalista de poder representado pela UE?
Já os menos abastados e outros cidadãos que dependem do seu trabalho duro, tendo que bancar toda a rede de assistência social montado com o dinheiro dos seus impostos para o imigrante polonês recém chegado que além de tudo roubará o seu emprego e a vaga do seu filho na escola pública talvez tenha percebido a roubada que representa a UE.
Além disso, os cidadãos mais velhos tem mais experiência para desconfiarem de qualquer solução que envolva o Big Government e um poder centralizado, afinal de contas eles viveram a Guerra Fria e tiveram maior contato com o desastre que foi o governo socialista na URSS e no Leste Europeu.
Ou eles simplesmente querem ter o direito de apontar os seus representantes parlamentares, criarem as suas próprias leis, enfim, viver de acordo com os seus valores.

A saída do Reino Unido da União Europeia é o maior golpe ao projeto socialista da esquerda globalista desde a queda do Muro. Além de tudo, eles demonstram o quanto são totalitários ao questionar até mesmo a legitimidade do resultado, que foi atingido com votação de papel e contagem manual, com alta participação popular. Não foi uma votação com urnas eletrônicas impossíveis de auditar…
Mas o questionamento deles é de outra natureza. Assim como os membros da Comissão Européia que trabalha dia e noite para esmagar a soberania dos Estados-membro, sem nem mesmo terem sido eleitos pelos cidadãos europeus, o beautiful people da esquerda sempre acreditou na sua legitimidade inquestionável para recriar a sociedade desde cima. A democracia para essa gente é apenas uma chamada de propaganda. A opinião do povo é válida desde que seja favorável a vanguarda revolucionária esquerdista. Os campos da Sibéria estão lotados de cadáveres do povo que ousou discordar dessa elite, assim como os campos de concentração nazistas e de outros regimes totalitários na história.
Para todos esses, uma mensagem de um grande guerreiro da Liberdade: