Desvendando a propaganda esquerdista do Google

Há uma peça publicitária do Google chamada “Year in Search”, ativamente veiculada nas principais redes de televisão dos EUA.

Para um espectador desavisado, trata-se apenas de uma mensagem de “amor” e solidariedade para um novo ano que se inicia.

Mas é muito mais do que isso.

É a visão política da mais influente empresa de tecnologia do mundo. O Google é responsável por mais de 77% das buscas feitas na internet. Mantém a rede de vídeos mais visitada do planeta, entre dezenas de outros serviços.

Podemos afirmar que a visão política do Google é similar a visão oferecida por outras empresas de tecnologia, como Facebook, Twitter e Microsoft, além de todo o ecossistema de empresas do Vale do Silício.

Mas qual é essa visão? Ora, uma visão completamente socialista.

Preste bastante atenção no vídeo.

Os primeiros 20 segundos são dedicados aos problemas do mundo, na visão do Google. São colocados no mesmo balaio de “problemas” um atentado terrorista, a saída do Reino Unido da União Europeia, as eleições americanas, o confronto entre policiais e “manifestantes” e a Guerra na Síria.

A segunda parte do vídeo apresenta a solução para esses problemas, com a montagem de imagens por trás do campo de busca do Google.

Vemos ali um ativista esquerdista, chamado Ken Nwadike, do Free Hugs Project, que defende o “amor” contra a violência.

Ken Nwadike disse em entrevista que foi inspirado pelo ataque de terroristas muçulmanos na maratona de Boston. Eu gostaria ver o que aconteceria se ele fosse até Teerã tentar abraçar pessoas nas ruas, especialmente mulheres.

Ken também ficou conhecido por ir até a comícios de Trump para tentar aplacar o “ódio” ali propagado, nas palavras dele.

Em seguida temos como destaque o velho lema da Revolução Francesa, “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, que foi transformado numa bandeira da esquerda. O pequeno problema é a impossibilidade lógica de haver liberdade e igualdade ao mesmo tempo. Só na utopia comunista tal arranjo funciona.

Não poderia faltar a exaltação ao acolhimento dos refugiados muçulmanos na Europa, que estão retribuindo todo o amor com bombas, tiros, caminhões esmagando pessoas em praças públicas e estupros em série de europeias.

O Primeiro-ministro esquerdista Justin Trudeau também foi destaque no vídeo, aparecendo com todo o seu amor pelo movimento gayzista internacional. Trudeau fez um pronunciamento sobre a morte de Fidel Castro, dizendo que ele foi um líder iluminado que serviu o seu povo por mais de meio século. A postura dele foi tão ridícula que até mesmo setores da esquerda canadense condenaram a defesa de um ditador brutal, que inclusive assassinava gays. Uma forma estranha de demonstrar afeto, não é mesmo?

Bernie Sanders também não poderia deixar de aparecer numa peça tão amorosa. O velho comunista arrebatou o coração dos esquerdinhas caviar californianos, com o seu “futuro para acreditar”, algo como o “socialismo do século XXI” de Chávez que tanto sucesso está fazendo na Venezuela.

Hillary também não poderia ficar de fora, apresentada de branco, sorrindo com polegares para cima. A turma do Google preferia o comunista Bernie, obviamente. Mas a socialista fabiana Clinton era uma opção muito melhor do que o “deplorável” Trump de qualquer forma.

Falando em Trump, o único momento que ele aparece no vídeo é demonstrando que até malvados como ele podem apresentar amor no coração, pelos poderes mágicos de um aperto de mão de Obama.

O Google não poderia deixar de fora o movimento feminista internacional, lembrado aqui pelo #NiUnaMenos argentino, que denunciou o “feminicídio” em curso no país após uma jovem de 16 anos ser morta pelo namorado. Segundo movimento, o crime era mais uma prova de como TODOS os homens são muito perigosos e precisam ser hostilizados sistematicamente para que o machismo acabe. Muito amoroso.

Como prova da diversidade e tolerância, foi apresentada a foto das Olimpíadas que ficou famosa, com a atleta egípcia utilizando o xador para jogar uma partida de Vôlei de Praia no calor do Rio de Janeiro. Se ela tirasse a roupa e colocasse um biquíni, como outras atletas, ela sentiria todo o amor muçulmano e seria morta, mas creio que uma execução dessas não seria muito bem aceita num vídeo desse tipo.

Os roteiristas do filme devem estar muito carentes! A solução para o mundo parece ser o abraço. Dessa vez para combater a imigração ilegal. “Abraços, não muros”, é o que está escrito na camiseta do rapaz. Ou seja, os EUA devem abrir as suas fronteiras e abraçar todos que chegarem. Lindo! Dane-se que isso representasse o fim do país e dos seus valores.

Uma das cenas finais do vídeo é a mais amorosa de todas. Uma negra com o punho cerrado carregando a sua filha num protesto. A menina também com o punho cerrado, símbolo máximo do movimento comunista internacional.

Até agora, o movimento Black Lives Matter, supostamente formado para combater a violência policial contra negros, conseguiu na prática aumentar o nível de violência para todos. A morte de policiais, por exemplo, aumentou 56% em relação a 2015. Em Chicago, a grande cidade mais violenta dos EUA, o número de homicídios explodiu depois que o Black Lives Matter conseguiu diminuir as patrulhas policiais em bairros negros. 96% dos casos hoje são de negros matando negros.

Mas nada disso importa para a esquerda. “O amor está por aí, busque-o”, é a mensagem de Ano Novo do Google e a resposta para os males do mundo.


Nada disso é novidade.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, os soviéticos perceberam que era impossível ganhar militarmente a luta contra os EUA, os dois lados já tinham poder para assegurar a mútua destruição nuclear. Além disso, era muito difícil manter o poder na base da violência. Dá um trabalho danado matar milhões e milhões de pessoas como faziam os antigos ditadores comunistas.

A Guerra deveria ser travada pelos “corações e mentes” dos ocidentais, através do monopólio da produção cultural e da infiltração em todas as esferas do poder, tanto nas estruturas governamentais quando fora delas, desde associação de bairros até a presidência de cada país, passando por imprensa, sindicatos, ONG’s, escolas e universidades.

Antonio Gramsci é um dos grandes teóricos comunistas que desenvolveram a estratégia. A Escola de Frankfurt é outra raiz da Revolução Cultural promovida no mundo, com a “desconstrução” da estrutural social conservadora, através da crítica aos valores desenvolvidos pela moral judaico-cristã, o ataque a família, a Igreja, ao livre mercado e a propriedade privada, utilizando como meio a defesa da completa libertinagem sexual, a criação da luta de classes, a luta de gêneros e a luta de raças. Tudo isso em conjunto com um crescimento sem precedentes do poder estatal, através de impostos progressivos e de legislação que regulam cada aspecto da vida humana.


O uso de uma mensagem de “paz” e “amor” não é algo novo na estratégia socialista. Talvez a mais bem sucedida campanha nesse sentido ocorreu durante as décadas de 60 e 70, quando um movimento pela paz conseguiu tirar os EUA da Guerra do Vietnã, até hoje vista como uma prova do “imperialismo” americano.

O movimento pela paz foi orquestrado desde Moscou, contando com todo o aparelho midiático e artístico sob influência soviética, direta ou indiretamente. Quando foram abertos alguns arquivos da KGB logo após a queda da URSS, foi revelado que eles tinham milhares de agentes infiltrados nos EUA em órgãos de imprensa, igrejas, sindicatos, meio artístico entre outros formadores de opinião.

“Faça amor, não faça guerra”, um lema que matava dois coelhos com uma só cajadada: libertinagem sexual e pacifismo favorável aos comunistas, foi o mantra da década de 60.

Livro obrigatório para entender a estratégia soviética

O que aconteceu depois da saída dos americanos do Vietnã pouca gente sabe, e não é por acaso. O Vietnã foi unificado e virou um país comunista, assim como o vizinho Camboja. No Vietnã aproximadamente um milhão de pessoas morreram nos expurgos comunistas. No Camboja, a matança foi de 4 milhões de habitantes, 50% da população do país!

Tudo resultado do amor e da paz.


Desde a década de 60, essa nova versão mais light do socialismo praticamente virou monopólio em todos os meios. Lentamente, a ideia que o Estado deveria ser o principal responsável pelo bem-estar social tomou de assalto todo o mundo ocidental, até mesmo os EUA, antes um bastião da liberdade.

O movimento foi acelerado após a queda da URSS. Se o comunismo havia morrido, para que continuar a luta? Era o “fim da história” e o triunfo completo das democracias capitalistas ocidentais.

Utilizando essa aparente vitória final do “capitalismo”, o movimento socialista internacional apresentou rápido crescimento no mundo, com o domínio completo da Europa e da América Latina e uma expansão impressionante nos EUA, culminando com a eleição de Barack Obama, o mais esquerdista presidente americano na história. Obama só não foi mais longe na sua promessa de “Change” por conta da solidez das instituições americanas e por ter enfrentado forte oposição dos Republicanos no Congresso na maior parte do tempo.

Mesmo assim, ele aumentou impostos, iniciou o processo de estatização do sistema de saúde, perseguiu opositores, relaxou leis contra crimes e deu apoio irrestrito a todos os grupos esquerdistas, além de ter cortado o orçamento militar americano e mudando a política externa, diminuindo o poder americano no mundo.

Ao final do seu segundo mandato, mais de 60 milhões de americanos dependiam do governo para sobreviver, ou mais de 20% da população, o maior percentual desde o New Deal.

Um belo documentário sobre a infiltração socialista nas instituições americanas.

O ciclo de prosperidade seguido pela destruição dos valores que proporcionaram essa mesma prosperidade não é uma novidade. A história mundial é marcada por tais ciclos, desde os sumérios, passando pelos egípcios, gregos, romanos, mongóis, portugueses, espanhóis, austro-húngaros, ingleses e agora americanos que são os herdeiros mais bem sucedidos de toda a Cultura Ocidental.

Nos últimos anos, claramente há uma diminuição no ritmo de crescimento global e de prosperidade, além de um aumento da criminalidade em muitos países. Realmente fica muito difícil para os empreendedores conseguirem produzir maior riqueza num mundo engessado pelo socialismo.

Apesar da destruição dos valores ocidentais depois de décadas de Guerra Cultural socialista, onde 80% dos jovens americanos votaram num candidato comunista como Bernie Sanders, onde 52% dos jovens são contrários ao capitalismo e 25% deles acreditam que George Bush matou mais gente que Stálin, o mundo reage.

Na América Latina houve a queda de socialistas que destruíram os seus países, apesar da Venezuela, talvez o melhor exemplo do potencial destrutivo do socialismo, ainda estar na mão dos chavistas, apoiados pela ditadura cubana.

Na Europa, muitos começam a questionar os benefícios de um arranjo político que destrói a autonomia dos países, favorecendo o poder concentrado em Bruxelas, exercido por burocratas que ninguém elegeu e que adoram aumentar impostos e criar regulações, enquanto garantem a si mesmos benefícios imorais.

Brexit é apenas um sinal desse descontentamento que cresce depois dos claros efeitos da política imigratória auto-destrutiva, além da crise sem fim provocada pelo ineficiente gigantismo estatal e pelas inviáveis políticas de bem-estar social.

Nos EUA, o contra-movimento foi representado pela campanha vitoriosa de Donald Trump, que promete resgatar os valores americanos de iniciativa individual, liberdade, Estado de Direito e auto-determinação, amparados por um forte poder militar.

É só falar em Donald Trump para a esquerda que você verá o discurso da “tolerância e do amor” ir pelos ares. Diversos amorosos influenciadores esquerdistas já sugeriram que Trump fosse assassinado ou torcem pela sua morte.


A postura esquerdista do Google e de outras grandes empresas de tecnologia preocupa pois são essas empresas que mantém as ferramentas de comunicação independentes de hoje. Sem elas, dificilmente essa onda conservadora seria possível, pois a imprensa tradicional é dominada pela esquerda, com raras exceções.

Acusando o golpe, a esquerda já começa uma nova grande ofensiva contra a liberdade de expressão, criando a tese das “falsas notícias” que explicariam a vitória de Donald Trump. Ou seja, Hillary só perdeu porque sites espalhavam mentiras sobre ela, enaltecendo também com mentiras o candidato republicano.

O Facebook já anunciou que passará a classificar as notícias, utilizando para isso ONGs “isentas” que se ocupam de definir o que é verdade e o que é mentira. Claro que todas essas ONGs são esquerdistas, mas isso é apenas um detalhe irrelevante, segundo o Facebook e o seu novo Ministério da Verdade orwelliano.

Antes mesmo dessa repressão, já era pública e notória a perseguição do Facebook a grupos conservadores, o mesmo acontecendo no Youtube e no Twitter, cujo CEO é um dos maiores apoiadores do Black Lives Matter. O próprio Google foi acusado durante as eleições de favorecer Hillary nas suas pesquisas.

A Guerra Cultural ficará cada vez mais intensa daqui para frente, com a esquerda contando com um ferramentas poderosíssimas. É obrigação de cada conservador participar desse confronto, tanto na tarefa de desvendar a malícia sutil da esquerda para o máximo de pessoas quanto na militância direta no dia-a-dia.