Explicando a pobreza brasileira usando uma televisão

Leandro Ruschel
Aug 26, 2017 · 2 min read

Comprei uma televisão nova hoje. Enquanto no Brasil essa televisão custaria R$ 15 mil, o equivalente a US$ 4,7 mil, nos EUA, paguei US$ 1,4 mil, ou seja, menos de 1/3 do preço brasileiro. Além disso, me ofereceram um financiamento de 24x sem juros, ou seja, pagarei US$ 58,00 por mês, ou R$ 185,60. No Brasil, seria 24x de R$ 816,00.

A diferença é mais brutal quando pensamos no nível de renda.

Para pagar a parcela, um trabalhador que ganha salário mínimo no Brasil, teria que trabalhar 131 horas por mês, ou seja, seria impossível.

Já um trabalhador que ganha o mínimo nos EUA teria que trabalhar 8 horas por mês, ou seja, um dia de trabalho por mês.

Não é um absurdo?

Por que essa diferença?

Por vários motivos. Em primeiro lugar temos os impostos, que são muito mais altos no Brasil, já que precisamos alimentar a tropa de corruptos ineficientes que orbitam a máquina pública, que além de tudo são irresponsáveis e não contentes em gastar toda essa arrecadação de impostos, tem que tomar dinheiro emprestado para fechar as contas.

O que nos leva ao segundo motivo, com o governo funcionando como um verdadeiro buraco negro de recursos, os juros são altos, dificultando não só a compra de bens de consumo, mas dificultando os investimentos das empresas.

Além disso, por conta da falta de educação e da política de fechamento do mercado, não há como essa TV ser produzida no Brasil, sem contar todo o custo trabalhista, que serviria para “proteger” o assalariado, mas na verdade deixa tudo mais caro para ele. Nos EUA praticamente não há direitos trabalhistas e os trabalhadores ganham muito mais. Além disso, com o mercado mais aberto, o que não é produzido no país é importado quase sem impostos.

Não podemos esquecer do Custo Brasil, estradas esburacadas que aumentam o custo do frete, além do roubo de cargas pela falta de segurança e da burocracia infinita que diminui a produtividade das empresas, seguindo a velha lógica de criar dificuldades para vender facilidades.

Por conta de tudo isso, o mercado é minúsculo, pois poucas pessoas podem comprar a mercadoria que chega nas prateleiras a esse preço, fechando o ciclo auto-alimentado da pobreza.

Mas segundo a esquerda, os EUA representam o inferno capitalista na Terra, enquanto Cuba, onde as pessoas ainda tem televisão de tubo, quando tem, representa o exemplo a ser seguido, pois representa a igualdade na pobreza.

Mais liberdade e menos igualdade, é o que país precisa. Pois assim até os mais pobres tem acesso a quase tudo. Afinal, você está preocupado se o seu vizinho tem mais que você ou se você consegue ter o que quiser com o fruto do seu trabalho?

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Leandro Ruschel

Written by

Especialista em investimentos. Apaixonado por filosofia e ciência política. Empreendedor. Admirador da excelência. Conservador.

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