Leandro Ruschel
Aug 22, 2017 · 2 min read

Mariana, em primeiro lugar, parabéns por vir aqui e apresentar alguns argumentos, ao invés de latir e babar como muitos esquerdistas fizeram nas respostas.

Vamos lá, eu vi horas de vídeos, feitos pelos dois lados, melhor colocando, por vários “lados” ali presentes. Se você viu apenas os vídeos de um site como Vice, que semana passada postou no Twitter (e depois apagou) que o Monte Rushmore deveria ser explodido, você está observando apenas a narrativa da esquerda, que basicamente quer transformar qualquer conservador ou apoiador do Trump em nazista.

A retirada da estátua tem como único objetivo reforçar a divisão da sociedade em raças e grupos de opressores e oprimidos. A história da Guerra Civil é muito mais complexa do que o reducionismo barato sobre a escravidão.

Sim, havia fascistas em Charlottesville, cidade que já visitei umas três vezes. Mas também estavam presentes pessoas que simplesmente não queriam ver a história americana apagada e reescrita. Do outro lado, existiam pessoas genuinamente preocupadas e se opondo a um discurso supremacista branco, mas também havia supremacistas negros (entre eles o próprio vice-prefeito da cidade), e defensores de ideologias ainda mais genocidas que o nazismo, como os comunistas da Antifa.

Não há desculpa pelo que o terrorista que jogou o carro contra o público fez e ele deve ser punido severamente pelo ato, se depender de mim, que pegue prisão perpétua, mas não venha me dizer que aquele grupo ali estava apenas se opondo ao ódio contra as minorias, pois se você ver os vídeos, observará vários deles partindo para a violência. Na verdade, em todos os vídeos que vi, eles é que foram para lá com o objetivo declarado de “ir para a porrada”.

E você não mencionou na sua resposta a responsabilidade da prefeitura, que controla a polícia, ao não isolar os manifestantes e não intervir para evitar a violência entre os grupos. Pra mim ficou claro que eles queriam um cadáver e no final alcançaram o objetivo.

Talvez se as autoridades tivessem agido com o mínimo de responsabilidade e profissionalismo, uma jovem não teria perdido a vida e dezenas de pessoas não teriam se ferido.

Exatamente por ter lido Hannah Arendt e outros pensadores que descreveram a mentalidade totalitária é que me assusta toda essa postura da esquerda de dividir a sociedade em grupos, jogando uns contra os outros, se auto-elegendo os juízes que decidem quem deve ser “salvo” e quem deve ser punido, com base na ideologia, cor de pele, raça, gênero, inclinação sexual ou background cultural.

Como apresentei no artigo, essa postura apenas alimenta o que há de pior no ser humano, incluindo aí grupos como neo-nazistas.

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    Leandro Ruschel

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    Especialista em investimentos. Apaixonado por filosofia e ciência política. Empreendedor. Admirador da excelência. Conservador.