Revisão do Nafta e cenário eleitoral incerto geram efeitos no Ibovespa
Confira os destaques da semana na visão da Lecca

Esta semana foi de forte volatilidade para o Ibovespa, alternado entre dias de altas e quedas. Por fim, o índice fechou com leve alta de 0,53%.
O resultado positivo deve-se à cautela do Banco Central norte-americano em relação ao ajuste monetário (alta de juros) e também ao acordo comercial fechado entre EUA e México, que revisa partes importantes do Nafta, acordo de livre comércio de mais de duas décadas, que envolve também o Canadá.
Quanto aos aspectos negativos, pesou sobre o índice o resultado das pesquisas eleitorais para presidente da república, que seguem apontando o ex-presidente Lula como preferência dos eleitores. O temor dos investidores é que essa intenção de voto do ex-presidente migre para outro candidato considerado menos comprometido com o controle dos gastos públicos.
Desempenho da economia segue frustrante, mas dentro do esperado
Segundo dados do IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,2% no segundo trimestre, comparado ao período anterior, que registrou expansão de 0,1% após revisão. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,693 trilhão.
O resultado foi sustentado pelo setor de serviços e pressionado por forte queda da indústria e dos investimentos, reforçando a leitura de recuperação ainda mais lenta da economia brasileira. Apesar do desempenho ainda frustrante, o resultado do PIB veio dentro do esperado pelo mercado.
Cenário de desemprego elevado ainda deve se estender no Brasil

O IBGE divulgou nesta quinta-feira (30/08) o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que constatou que o Brasil ainda possui elevado nível de desemprego (12,9 milhões), mas que o mercado de trabalho mostrou alguns dados positivos no trimestre encerrado em julho.
Porém, houve melhora de composição na criação de vagas, com o aumento do emprego formal na comparação com o trimestre fechado em abril, um alívio no processo intenso de precarização que vem ocorrendo desde o ano passado. Entretanto, é incerto se esse movimento se sustentará nos próximos meses e mesmo que ganhe tração, a reversão total do quadro deve demorar.
EUA segue mantendo bons níveis de empregabilidade

No cenário internacional, o mercado de trabalho dos EUA segue dando sinais de solidez, com o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego voltando a ficar levemente abaixo da expectativa de consenso. Segundo o Departamento de trabalho, o número de pedidos iniciais subiu apenas 3 mil na semana de 20 a 25 de agosto. Durante todo o período, os pedidos subiram de 210 para 213 mil, ante a expectativa de consenso de 215 mil.
A média móvel de quatro semanas caiu para 1,5 mil pedidos na semana passada, a 213.750, atingindo o menor nível desde dezembro de 1969.
A taxa de desemprego já está bem baixa no país, em torno de 4%, mas, ainda assim, o dado sugere que a expansão do nível de emprego permanece em andamento.

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