Sugestão

Meu primeiro leitor é meu amor e incentivador, então ele sugeriu e eu acatei. Afinal, “meu melhor amigo é o meu amor.”
Ele me sugeriu escrever para mulheres. Escrever uma série de artigos em que nós mulheres possamos nos encontrar e nos identificar.
E aqui estou eu contando com sua companhia, leitura, identificação e participação.
Recebi alguns feed backs dos textos anteriores e amei saber que tenho conseguido passar através do que escrevo o que me propus desde o início: textos simples, sem rebuscamentos nem engajamentos, comunicar de forma eficiente levando o leitor a se identificar, refletir e participar.
Então, se achegue e vamos tomar uma xícara de café! Ahhh, o café, pelo menos pra mim, é amigo bem vindo e também incentivador do ajuntamento de amigos. Aceita? Consegue sentir o cheiro no ar? Então vamos lá!
Café já é bom, com uma amiga então, é realmente uma terapia! Alguém já disse isso e com toda razão! Então quer uma sugestão?
Convide sua vó, sua mãe, a filha, a cunhada, a amiga para um café! Mas espera um pouco aí, só depois de terminar de ler esse texto, daí você já mostra pra ela também e vamos criando uma corrente do bem e pode me chamar também. Por que do bem?
Porque você convida uma que convida outra e dessa forma os relacionamentos agradecem, pois para se relacionar é preciso presença, abraço, aperto de mão, olho no olho, falar e ouvir. Daí me diga, se isso não é uma maravilhosa terapia!
Temos vivido um ativismo tão intenso, que nos faltam forças e coragem para sairmos da rotina um pouco e sacrificar o pouco tempo de descanso que nos resta. No meu caso então, que tenho filhos, já penso logo: não vou sair sem eles. No entanto, lí algo um dia que mexeu comigo, mexeu tanto ao ponto de me fazer tomar uma atitude em relação à isso. Sou esposa, sou mãe, sou dona de casa, sou profissional, sou mãetorista, e por aí vai, mas antes de tudo, sou ser humano, sou uma mulher normal que precisa se olhar, se ver, se sentir, se identificar, se superar e se apaixonar pela vida todos os dias apesar dos altos e baixos, pois caso contrário não conseguirei deixar um legado de amor e gratidão para meus filhos, uma vez que, não se trata do que falo pra eles mas do que eles vêem em mim e no meu jeito de agir. Sendo assim, não se trata de ser egoísta ou narcisista, mas de viver não só para os filhos e marido, mas pra mim também, afinal, ninguém vive por ninguém. Vida — cada um tem a sua, então é admitir minhas limitações e fragilidades, mudando o que pode ser mudado, mas principalmente me aceitando, me amando, buscando ser a melhor versão de mim mesma e sair para um café (ou chá) com as amigas de vez em quando sem sentir culpa, pelo contrário, sentir-se acolhida no ombro amigo, no abraço apertado, no diálogo demorado e assim se renovar para se doar.
No mais, é como na canção:
“Deixa que digam
Que pensem
Que falem

Deixa isso pra lá
Vem pra cá
O que que tem?
Faz mal bater um papo
Assim gostoso com alguém?”
Vai uma xícara de café aí?

“two coffee lattes in yellow cup with saucer on brown wooden table” by Toa Heftiba on Unsplash