Av. Antônio Carlos , Pampulha — 22/06/2013

Junho a Junho -

As ruas de Belo Horizonte em imagens:

“Os protestos no Brasil em 2013, também conhecidos como Jornadas de junho, foram manifestações populares por todo o país que inicialmente surgiram para contestar os aumentos nas tarifas de transporte público nas principais capitais. Foram as maiores mobilizações no país desde as manifestações pelo impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello em 1992, e chegaram a contar com até 84% de simpatia da população.
Inicialmente restrito a pouco milhares de participantes, os atos pela redução das passagens nos transportes públicos ganharam grande apoio popular em meados de junho, em especial após a forte repressão policial contra os manifestantes, cujo ápice se deu em São Paulo. Dias depois, um grande número de populares tomou parte em manifestações de rua e novos protestos por várias cidades brasileiras e do exterior. Em seu ápice, milhões de brasileiros estavam nas ruas protestando não apenas pela redução das tarifas e a violência policial, mas também por uma grande variedade de temas como os gastos públicos em grandes eventos esportivos internacionais, a má qualidade dos serviços públicos e a indignação com a corrupção política em geral. Os protestos geraram grande repercussão nacional e internacional.
As manifestações no Brasil seguiram o mesmo processo de “propagação viral” de protestos em outros países, como a Primavera Árabe, no mundo árabe, Occupy Wall St, nos Estados Unidos, e Los Indignados, na Espanha.”

Em questão de dias, as ruas do Brasil inteiro foram tomadas por protestos. E eu fui tomado pela obsessão em tentar entender o que tinha acontecido tão de repente, a ponto de fazer o comportamento de uma população inteira mudar tão drasticamente.

O que eu não sabia na época era que em pouco mais de um ano de lutas e causas tão difusas o que mais mudaria nessa história toda seria eu:

22/06/2013

“ Policiais e manifestantes transformaram o entorno do Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, em uma praça de guerra no início da noite deste sábado, durante a maior passeata já realizada em Belo Horizonte. Pelo menos 11 pessoas, sendo cinco policiais e seis manifestantes, ficaram feridos. ”

26/06/2013

Cerca de 50 mil pessoas seguiram da Praça Sete de Setembro, no Centro da capital mineira, para a região da Pampulha, local da realização da partida entre Brasil e Uruguai. Enquanto os atletas da Seleção Brasileira enfrentavam o forte time do Uruguai no Mineirão, manifestantes e policiais se enfrentavam nas imediações do estádio. Um jovem de 21 anos caiu do viaduto José Alencar e foi encaminhado ao Hospital de Pronto-Socorro João 23. Outras 18 pessoas também acabaram feridas com os tumultos durante protestos. De acordo com nota emitida pelo Governo de Minas, o rapaz Douglas Henrique de Oliveira Souza ficou entubado em estado grave.

07/07/2013

“Após desocupação de Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, manifestantes estão reunidos sob o viaduto Santa Tereza, no centro da capital. Eles passaram pela Av. Do Contorno e chegaram ao elevado por volta das 16h. No anfiteatro localizado sob o viaduto, o grupo se reuniu novamente para discutir novas ações. O clima no Viaduto Santa Tereza é de festa no momento. Após assembleia, os manifestantes participam de atos culturais, incluindo sarau, apresentação de músicos, Djs e dançarinos de quadrilhas.”

11/07/2013

“Depois de se concentrarem na praça Sete na manhã desta quinta-feira (11), manifestantes que aderiram ao Dia Nacional de Mobilização e Greve realizaram uma passeata pelo centro de Belo Horizonte e seguiram pelas ruas da avenida Presidente Carlos Luz, na região Noroeste da capital. Segundo a Polícia Militar, o grupo formado por cerca de 7 mil pessoas, se posicionou na frente da Rede Globo Minas, e cada representante sindical falou no megafone por dois minutos.”

07/09/2013

Com a prisão de 21 pessoas nos protestos da tarde deste sábado, em Belo Horizonte, os manifestantes se dirigiram para a delegacia onde eles estavam detidos, no Barro Preto, região Central, e houve novos confrontos com a polícia. Uma mulher também foi ferida por estilhaços de bomba. Na porta da Área Integrada de Segurança Pública (1ª AISP), cerca de 50 pessoas pediam sua liberação. A PM usou balas de borracha para dispersar o grupo, bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta.

15/05/2014

“ Um protesto contra a Copa do Mundo reúne cerca de 2000 pessoas no início da noite desta quinta feira (15) no cetro de Belo Horizonte. Com faixas com críticas ao torneio e demandas relacionadas ao transporte público, entre outros temas, os manifestantes se reuniram na praça Raul Soares e seguiram pela avenida Amazonas até a Praça Sete, epicentro da capital mineira.”

14/06/2014

Foram cerca de 200 manifestantes e pelo menos 1.200 policiais militares. Quando o protesto ocorria na Praça Sete, o trânsito nos arredores foi totalmente fechado. Mesmo quem não planejava participar do protesto era orientado a dar a volta para alcançar o lado oposto da praça. Durante a revista, a Polícia Militar perguntava aos manifestantes a qual movimento eles pertenciam e o que estavam fazendo lá, o que revoltou os movimentos que estavam presentes no local. Não houve registro de confronto entre policiais e manifestantes.

17/06/2014

Região de Belo Horizonte que virou ponto de encontro de turistas durante a Copa do Mundo, a Savassi também vai ser palco, nesta terça (17), de manifestações contra a realização do evento. Um protesto está marcado para o meio-dia, na Praça Diogo de Vasconcelos, que vai receber reforço no policiamento. Se for necessário, a Polícia Militar vai fechar as ruas do entorno e isolar os manifestantes, tal como ocorreu sábado, na Praça 7. A tática, conhecida como kettling, será usada para prevenir vandalismos na área que concentra o maior número de estrangeiros durante os jogos.”