Claustro

Triste riso
a culpa marca meus dentes, friso,
cabelos voam ao som de par de guizos,
meu peito sangra enquant’eu agonizo.

Tiranizo, a minha dor enclausurada,
ferida aberta, sinto-me chagada.
Debruço tenra sob mil arcadas,
é o castigo de quem sente o nada.

Ter teus risos
é um desejo que me faz granizo.
Ceifando os dias, sinto-me gelada,
recorro aos fins de forma apressada.