Andei lendo: “O Peso do Pássaro Morto”

“O Peso do Pássaro Morto”, de Aline Bei [@alinebei]. Esse foi mais um dos lembretes pelo meu caminho, emprestado pela amiga @iarly_caroline. Um romance que é todo poesia na forma e no conteúdo. Outro que foi lido, irremediavelmente lido. Da noite pra madrugada de ontem eu já tinha terminado e já não era mais a mesma. Aliás, eu não tenho nem coragem de ser a mesma depois desse livro… Fiquei foi sem ar. Fiquei foi pensando nas mortes diárias (físicas, emocionais e simbólicas) que vão acontecendo, que a gente vai acontecendo, que vamos deixando acontecer. Fiquei foi espantada mais uma vez (parece que nunca é suficiente) com a condição de ser mulher. Saí dessas páginas desejando voar imenso, pássaro vivíssimo, cada vez mais, logo, rápido, sem esperar o momento perfeito. Tá lá ensinado: “e se não existir momento perfeito?, mais por culpa do perfeito que do momento”. Eu, toda remexida por dentro, por essa leitura, na ânsia agora é do momento, que o perfeito vai vir na ação.
