caso você esteja se perguntando quem tirou essa ~maravilha~ de foto que mostra um pôr-do-sol no meio dos arranha-céus de Sampa: fui eu mesma e você pode encontrar mais fotocas do tipo lá no meu instagram :)

Sampa

Por muito tempo, a gente não se bicava. Acho que carioca de criação não pode gostar fácil de lugares assim tão cinzas. Nessa semana, porém, a gente se reconheceu. Vivi São Paulo de dentro, São Paulo com jeito de casa e to indo embora pedindo mais. É que viver São Paulo diferente, não é vivê-la, é só visitar.

São Paulo — eu descobri essa semana — é cidade que se faz de gente. De gente de todo tipo, que vem de todo canto, e faz de São Paulo casa — como eu. E essa cidade cinza nos acolhe e nos aceita, do jeitinho que somos, reservando pra cada um um pedacinho de seus muros pra gente fazer o que bem entender. E essa mistura de gentes e muros vai trazendo a cor e a beleza pra essa cidade que, de outra forma, só faria assustar.

Obrigada, Sampa, por abrir pra mim um espacinho no seu coração de mãe e se fazer casa, se fazer lar. Preocupa não que jajá eu to de volta, pra trazer cores minhas e juntar a essas tantas que te fazem São Paulo e continuar tentando derrubar mais pedacinhos de muros.