Neo-fascismo (nada) disfarçado

Hoje, na saída do metrô na zona sul do Rio de Janeiro tinha uma senhora com um microfone na mão:

— Amigos e amigas, as armas são um perigo nas mãos de qualquer um. Ela não salva você de nada. Não tenha uma arma em casa… Seus filhos podem achar e de forma inocente, cometer uma desgraça. Em uma briga de bar, alguém perde a cabeça, e se estiver armado, sabe-se lá o que pode acontecer.

Claramente era um discurso contra o Bolsonazi e seus ideais repugnantes, mas ela não tinha dito nada sobre o dito cujo. Aquele era um simples discurso a favor da paz.

— Vamos ter mais amor no coração, gente!

E de repente, eis que surge um homem branco de terno e grita na cara dela:

— Sabe o que eu vou fazer quando eu tiver uma arma? Vou enfiar no seu cu, sua vagabunda. E gritou, com orgulho, o nome do candidato maldito.

— Que você possa encontrar a paz e que Deus encha seu coração de amor. É o que eu te desejo, meu filho — respondeu a senhora com um tom calmo.

Vocês não entendem o que está acontecendo aqui. Só não enxerga o perigo quem não quer.