[Fiz a travessia] Larguei o marketing corporativo para ajudar a criar um novo jeito de trabalhar
O entrevistado de hoje é o Max Nolan Shen, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Nome: Max Nolan Shen
Idade: 38 anos
Antes: Era publicitário e trabalhei muitos anos em marketing
Hoje: Impulsiona movimentos culturais em rede através da Dervish, Hoffice e MaturityNow
Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje?
Max Nolan Shen: Por muitos anos eu ajudei grandes marcas a identificarem suas causas. Depois eu comecei a liderar ou colaborar nas causas e movimentos nos quais acredito. E pra isso precisei aprender a trabalhar em rede, com o poder do coletivo e da abundância das nossas conexões. E depois não parei mais.
Lella Sá: Por que você decidiu sair da onde estava?
Max Nolan Shen: Desde a faculdade e o início da minha carreira eu questionei esse modelo hierárquico onde prevalecem estruturas e processos de comando e controle. Mesmo entregando bons resultados para os meus empregadores, eu nunca me senti confortável e feliz nas organizações tradicionais, fossem elas agências, consultorias ou clientes.
Lella Sá: Como fez essa mudança?
Max Nolan Shen: Eu sou formado em Engenharia Mecatrônica na Poli e me tornei um Cultural Hacker. Basicamente eu fui seguindo a minha intuição do que me faz feliz e fui moldando os trabalhos dentro das empresas para se adequar ao que eu gostaria de fazer. Eu nunca esperei uma próxima oportunidade para mudar e me sentir mais realizado. Eu nunca me conformei com as “caixinhas” que me deram. Sempre fui incorporando mais estratégia, criatividade e propósito na função em que eu estava. Dessa maneira, aos poucos mas de modo constante, eu fui migrando para o meu trabalho dos sonhos.
Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?
Max Nolan Shen: A incerteza do futuro. Quando você está sempre mudando sua própria carreira, você dá um salto sem fim para o desconhecido. Você sabe que aquela transformação é a certa pra você mas não sabe se vai dar certo. Então é preciso ter muita auto confiança e comprometimento com as suas crenças e valores. Se não tiver isso, você irá duvidar de si e do seu caminho. Aí não tem como dar certo.
Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?
Max Nolan Shen: Eu tive de viver mais simples e me adequar com os altos e baixos do fluxo de dinheiro. Mas nunca me faltou nada.
E eu também topei fazer alguns trabalhos não remunerados para projetos de ONGs ou negócios sociais em que eu acreditava muito.
O mais importante é que eu comecei a ter muita consciência de trocas de valor, não necessariamente financeiras, e do meu equilíbrio sistêmico nos projetos.
Lella Sá: Qual futuro você está ajudando a criar?
Max Nolan Shen: Eu estou ajudando a criar um novo jeito de se trabalhar, EM REDE ABERTA E DISTRIBUÍDA, com foco no coletivo mas com total liberdade e autonomia para cada pessoa poder expressar sua individualidade. Também trago minha contribuição para movimentos em rede para cidades, maturidade, trabalho flexível, etc…
Lella Sá: Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?
Max Nolan Shen: Se você ainda não tem clareza do seu propósito ou Trabalho com Significado, então colabore e fique muito próximo com alguém que saiba. Tenha um mestre. Aprenda por osmose. Eu sempre tive vários ao longo da minha jornada: Marilia Rocha, Roberto Ziemer, Fernanda Rol, Eduardo Seidenthal, Oswaldo Oliveira, Edgard Gouveia, Rodrigo Alonso e tantos outros. Cada um deles me ajudou a dar muito significado pra minha vida. Boa sorte!
Encontre o Max em dois eventos bacanas:
Maior Hoffice do Mundo: Dia 28 de Janeiro no Hiperespaço em São Paulo: Você já conhece esse movimento? É uma onda internacional que reúne adeptos do Home office para dividir o mesmo espaço de trabalho com o objetivo de trocar ideias e experiências.
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