[Fiz a travessia] Saí da publicidade para fazer arte

O entrevistado de hoje é o Diego Mouro, da série “Fiz a Travessia”, um projeto para inspirar e incentivar pessoas a fazerem uma transição para serem mais felizes, satisfeitas e realizadas no trabalho e na vida.

Além dele ser um artista incrível, eu tenho o imenso prazer de trabalhar ao lado dele no Radar, um programa para ajudar pessoas a empreenderem a própria vida com autonomia e autenticidade.

Nome: Diego Mouro

Idade: 27 anos

Antes fazia: Publicitário

Hoje faz: o que o coração sentir vontade de fazer. No momento arte, amanhã não se sabe.

Lella Sá: Por que você faz o que você faz hoje?

Diego Mouro: Porque é o que faz meu coração vibrar. E eu sentia a necessidade de fazer algo que me conectasse a mim mesmo, ao que fosse essencial pra mim pra viver e sobreviver. Faço porque não sei mais fazer de outro jeito. O coração mandou, quase como uma urgência vital, e eu atendi. E tem sido lindo.

Lella Sá : Por que você decidiu sair da onde estava?

Diego Mouro — Não sentia mais tesão em estar lá, acordava todo dia como se fosse um grande sacrifício ir trabalhar fazendo o que fazia. Comecei a questionar se era isso que eu gostaria de continuar fazendo nos lugares onde eu andava fazendo. Me sentia sem energia.

Lella Sá: Como fez essa mudança?

Diego Mouro: Foi um processo longo e brusco ao mesmo tempo. Longo porque senti essa urgência diversas vezes durante cerca de 4 anos. Me desligava de agência ficava um tempo fora, mas logo voltava. Algo faltava sabe? Talvez não fosse o meu tempo certo, talvez eu não estivesse pronto. Mas dessa última vez, foi abrupto e emergencial. Depois de uma reunião na agência, algo estava diferente. Fui pra casa e decidi que não queria mais aquilo, nunca mais, no outro dia pedi demissão. Assim, sem planejamento algum. Sentia algo internamente gritando pra que eu fizesse isso e dizendo que tudo ia dar certo, uma confiança muito grande.

E bom, tem dado até então :)

Lella Sá: Quais foram os maiores desafios que passou para fazer essa transição?

Diego Mouro : Na verdade eu ainda estou passando por eles, os desafios são quase diários. A diferença de se viver uma vida com total autonomia é que ela se torna muito mais visceral e exige muito mais responsabilidade. Tudo é vivido intensamente e na sua totalidade. Eu não tenho como fugir, enganar, ou tercearizar os problemas, sentimentos e desafios que aparecem. Eles só dependem de mim para serem solucionados. As decisões devem ser tomadas por mim, e eu devo ter consciência e sabedoria para encarar as consequências delas, boas ou ruins.

Talvez o maior de todos os desafios nessa nova vida seja esse: Assumir a responsabilidade total da vida, em todos os fatores, e entender que mais que um desafio, é uma grande benção.

Lella Sá: Como ficou a questão de grana em meio a incerteza?

Diego Mouro: A incerteza é diária, mas você aprende a lidar com ela e entende que autonomia tem a ver com isso. Quando você assume essa responsabilidade de ter que “conquistar” cada centavo que você recebe, você muda sua relação com o dinheiro.

Você passa a entender, por exemplo, de que é possível ter mais de uma fonte de renda. Ter pequenas fontes, vindas de diversos lugares e atividades, que contemplem parte ou talvez todas as habilidades que você tenha. E que explorá-las assim, numa pluralidade, é incrível, desafiador e instigante.

Passei a entender também que valor, é algo imensurável, e vai além de uma simples troca de moedas. Valor é algo que não se estima, é algo que você ganha e recebe, vai além do dinheiro. É algo que te toca e te transforma. É possível entregar e se receber MUITO valor, sem se tocar em uma nota sequer.

O dinheiro deixa de ser o carro chefe da sua vida e passa ser parte integrante dela, de uma maneira mais consciente.

Lella Sá : Qual futuro você está ajudando a criar?

Diego Mouro: “Eu já me senti livre, hoje quero sentir que livro.”

Quero ajudar a criar um mundo em que as pessoas sejam livres, livres pra fazerem o que quiserem. Que respeitem a si mesmas, suas vontades e a dos outros. Que tenham autonomia total sobre seu tempo e sua vida, e que sejam responsáveis por isso.

Acho que seria um mundo lindo a se viver. Estamos testando aos poucos :)

Lella Sá : Que dicas você daria para quem quer ter um Trabalho com Significado?

Diego Mouro: Meus queridos, façam o que quiserem fazer. Sejam em plenitude as pessoas que são. Permitam-se ser quem quiserem ser, sem medos e sem amarras. Ouçam essa vozinha ai dentro, que alguns chamam de intuição, e sigam-a. Testem, errem, aprendam, acertem. Exerçam sua autonomia e autenticidade.

Entendam que tudo é possível, é só fazer.

E se precisarem de ajuda, é só gritar. Tem mais gente nessa caminhada e seria um prazer tê-lo lado a lado. ;)

Se você quer fazer a sua transição para um Trabalho com Significado, faça para do Programa Travessia.

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