“Um adjetivo bom para a vida é louca”

Cheio de amores, dores e sabores. Vos apresento: GABRIEL!

Gabriel Lemes
Nov 1 · 4 min read

Acho curioso como começo quase todos meus textos com “me pego pensando…” e fico reflectivo porque me pergunto quem eu me tornei, e o quanto cresci. Como viver e a vida em si me trás uma euforia e uma sensação quase orgástica, em sentir a vida e poder me deleitar com cada vão momento. O modo ao qual aprendi a ver a vida, sentir o mundo a minha volta e absorver essa loucura coletiva chamada: vida! Me pego fazendo planos, me apaixonando e experimentando coisas novas, as quais nunca antes havia sentido.

Veja, sou muito jovem, tenho apenas dezenove anos de idade, no momento em que escrevo este frívolo texto. Minha visão de mundo até pouco mais de 2016 era completamente anuviada… Justo! Visto minha pouca idade. Mas de 2017 em diante eu diria que ali minha vida começou, começou também minhas idas à análise, o que fez com que eu me conhecesse muito mais, e foi parte fundamental para a minha formação pessoal. Entre desilusões amorosas, experiências sexuais, relações de intensidade quase colossais. Entrei em mim milhares de vezes todas as noites que passei em claro, e descobri um Gabriel que precisava ser esculpido, e desde então venho entalhando nesse pedaço de madeira alva maciça cada detalhe, cada mísera curva. E como toda obra artesã há falhas, a minha não poderia ser diferente, mas cada falha e cada espaço que precisa de um ajuste, me faz ser quem sou, é o que traz personalidade para esse pedaço de madeira alva maciça, sendo esculpido.

Deixando as analogias um pouco de lado, vejo que sim, ainda tenho muito a melhorar e muito a evoluir. Há de se aprender a lidar com toda intensidade que trago comigo, lidar com sentimentos que mexem comigo de formas a tirar-me do norte e descobrir mais sobre mim em cada nova jornada de aperfeiçoamento, como venho aprendendo de um tempo pra cá, mas sem nunca, jamais buscando a perfeição.

Tenho uma visão muito romântica de mundo, talvez pela pouca idade. Talvez quando eu retornar a ler este escrito, já tenha mudado totalmente minha visão de mundo, ou talvez não, mas não me preocupo com isso, isso é uma preocupação para o Gabriel do futuro.

Depois que descobri a escrita, me apaixonei, descobri que eu também poderia fazer arte! E veja se a arte não é a forma mais bela de representações, você pode ser você, ou ser um ator de cinquenta e oito anos viciado em Scotch que almeja os louros da fama de quanto era mais jovem. Com a escrita você é livre para voar, para amar, para ser amado, sentir e deixar ser sentido. Não nego que comecei a escrever como terapia em forma de diário, e hoje me aventuro de maneiras extravagantes em tudo que escrevo.


Mudando um pouco de assunto, eu sinto o anseio de escrever o que vem a seguir, tirado de uma reflexão numa noite qualquer, após conversa com um amigo.

A seguir o devaneio assim como o original foi escrito:

“Eu tenho uma tendência a acreditar que todos que passam pela sua vida te ensinam algo, ou tem algum propósito em ter passado por ela, que nenhum caminho se cruza sem que haja um simbolismo.

Uma visão bem romântica do mundo.

Mas conversando com um rapaz, que me encanta a forma como escreve, me fez refletir.

Me pergunto agora, será que estou levando a vida a sério demais? Veja, esse meu jeito viceral de levar a vida e sentir TUDO na mais plena euforia não está consumindo mais combustível que o necessário para viver?

Quando me deparo com a frase “eu só deixo as coisas fluírem, pois acho cômico ver até onde isso vai” é como se eu tivesse um insight

Me questiono agora sobre meus mais profundos sentimentos”

Nessa noite eu estive certo de que eu havia de mudar-me e me encaixar em algum ideal superestimado por mim.

Mas após muita reflexão eu chego a conclusão de que não, não preciso disso, de fato, há muito a se aprender e muito a ser moldado em mim, coisas que a vida vem me ensinando, como controlar a intensidade e os impulsos que tenho. Mas veja, isso faz-me ser quem sou, com todos os defeitos de um humano. Penso agora “este sou eu, e tenho de lidar com isso, sem é claro, deixar de aprender um pouco com cada pessoa que passar por mim” talvez esse amigo meu que também escreve, tenha passado por minha vida justamente pra me mostrar isso, mostrar que a vida não precisa ser corrida. E com ele aprender que a vida pode ser mais leve. Mas nunca perdendo meu modo de ação.


Penso agora nas minhas paixões, e vejo como essa palavra tão plumosa é forte. Tal qual o sentimento que representa, não poderia ser diferente.

Aprendi com a vida, que minhas paixões são verdadeiras, veja, isso pode soar arrogante de minha parte, talvez até seja, mas o que quero dizer é que sou quase devoto de minhas paixões. O que talvez não venha ser lá muito saudável, mas isso só o Gabriel do futuro irá dizer.


Escrevo este escrito descontraído total e somente para passar tempo, mas ao fim dele, deixarei a frase que vez ou outra vem a meus pensamentos:

Este sou eu! Com esse cabelo de maluco, feições de um jovem que não dorme a três dias, que se veste de forma simples, mas que fala com o coração, em cada vã palavra. E eu amo quem sou e quem estou me tornando.

Cheio de amores, dores e sabores! Vos apresento: GABRIEL!

    Gabriel Lemes

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    Sou Gabriel, um brasileiro nascido em 2000, procurando um sentido em tudo isso que chamo de vida. Tentando achar meu lugar no mundo, em meio a tanto caos.

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