O que não esperar do #BBB17 — A CASA

Faltam apenas 10 dias para a estreia de mais uma edição do reality show mais bem-sucedido em nosso país. O #BBB, neste ano, começa mais tarde do que nunca e dá para notar o estrago que isso provoca na grade não só da Globo, mas das demais emissoras que vivem de “fiscalizar” cada novo produto da vênus platinada. A sensação para os televidentes é que o ano ainda não começou. De que falta alguma coisa.

Gostando ou não, os pseudointelectualóides têm de admitir que o maior entretenimento do povo brasileiro é a televisão. E que ele é adepto ao voyeurismo. Muita gente assiste a reality shows “na camufla”, ninguém fica indiferente a um bom #BBB, nem que seja pra dizer que já viu melhores.

Fica claro, portanto, que os telespectadores estão cedendo por novidades. Como sempre, especula-se em como será a casa, os participantes, a dinâmica do jogo e, mais do que nunca, a condução do novo apresentador.

Diante de tanta vontade por acompanhar o programa mais amado e odiado da tevê brasileira (ultrapassando até mesmos os diversos humores que as recentes novelas das 21h têm provocado), resolvi listar o que #não esperar do #BBB17, talvez, para baixar minhas próprias “ansiedades”. O que provavelmente não mudará.

Dividi em tópicos e o primeiro diz respeito a um tema do qual sempre se espera “vazamentos”, embora, no final, dê (quase) sempre na mesma. Estou falando d…

A CASA:

  1. Sempre foi a mesma. Com pequenas alterações, mas logisticamente igual. O espaço entre a casa e o jardim nunca mudou. Ela nunca avançou sobre ele, nem ele sobre ela. O máximo que se viu de inovações quanto ao “quintal BBB” foi a instalação de um teto retrátil que ajudou a grama a durar mais tempo… Hehehe…
  2. A cozinha, por exemplo, nunca mudou nada além da decoração. Cresceu ou diminui apenas para dar acesso à acomodação de mais um quarto ou banheiro (sim, o chuveiro e o reservado já estiveram, algumas vezes, ao lado da cozinha. Higiênico não?! Nunca ninguém reclamou, nem lá, nem cá.). A sala continua na mesma disposição desde o BBB4, mudando apenas a decoração. O acréscimo mais inovador foi uma poltrona especial colocada no BBB10 e retirada no meio do programa, pois Dourado tinha se adonado dela.
  3. O Quarto do Líder se manteve no mesmo lugar nas edições recentes e, provavelmente, não mudará. Lembro que, nos dois primeiros BBBs, era de fato um quarto. Pequeno. Sem ventilação. Praticamente, uma cama king size rodeadas por espaços. No conceito, muito semelhante a um quarto de motel. Foi no BBB3 que o Quarto do Líder foi afastado da casa e ganhou status de “conforto e luxo” (?).
  4. Os demais quartos sempre foram mais do mesmo. Embora algumas dinâmicas relacionadas a eles tenham funcionado bem, logo foram abandonadas: No BBB3, o quarto coletivo era dividido em dois espaços. Um com cama e outro com macas. As sensações de conforto e desconforto no mesmo espaço fazia com que os participantes se importassem mais com a prova da comida. No BBB4, as camas eram sorteadas. Ou melhor, onde cada um dormia. Isso quebrava as panelinhas e fazia com que o elenco ficasse mais tempo fora das camas interagindo. No BBB7, existiu um quarto a mais. O que funcionou bem para dividir o grupo e dar espaço para um grupo que não estava aliado nem ao Alemão, nem ao Cowboy. Lembram?
  5. Nos BBBs 9 e 10, o Quarto do Líder deu lugar ao Puxadinho. A divisão dos grupos novamente funcionou maravilhosamente bem, fazendo com que houvesse independência para os grupos, o que influenciava sempre diretamente nas votações. Nos BBBs seguintes, o Puxadinho ganhou outros nomes e foi jogado para dentro da casa, funcionando meramente como um quarto. A ideia da divisão foi perdendo força, já que os participantes voltaram a ficar muito próximos. Deixando mais claro: quando havia o Puxadinho, um membro tinha que se deslocar literalmente de um ponto a outro dentro do confinamento. Com a Sibéria e afins, bastava que ele desse poucos passos para chegar ao outro grupo.
  6. A criação do andar de cima, nos moldes dos Big Brothers estrangeiros, foi um misto de acertos e erros. O Quarto do Líder no segundo andar nunca acrescentou ao jogo. Não teve influência nas estratégias, nem ficou visualmente agradável ao telespectador. O pior uso possível foi no BBB15, a academia definitivamente não funcionava ali. E o quarto-surpresa ao lado dela foi pouquíssimo utilizado. Já no BBB16 o andar de cima foi um achado. Proporcionando momentos de alívio para os participantes e para o público. O apartamento onde viveram Dona Geralda, Matheus, William e Fernanda e para onde Ana Paula e Renan foram enviados acrescentou muito à dinâmica do jogo. Além disso, serviu como acomodação para festas e provas. Deveria ser mantido nas mesmas condições. Deveria…
  7. A Piscina. Sempre foi icônica, porém subaproveitada. Só mudou em formato e tamanho e nunca acrescentou muito ao jogo e ao convívio. Regras específicas a respeito dela poderiam ser pensadas, não é mesmo?
  8. A Academia. Para mim, não deveria existir como espaço. Assim como a sauna, serve apenas incomodar os telespectadores que ficam vendo os participantes falarem muito pouco (num áudio péssimo!), interagirem quase nada. Quando lembro que, no BBB4, o máximo que os três lutadores profissionais do elenco dispunham era um Bob… O fato é que, quanto mais a academia foi incrementada, mais os participantes foram ficando alheios ao jogo. Coincidência? Basta ver que, no último BBB, quem realmente fez a diferença era quem ficava longe da malhação e mais perto da “armação”.
  9. Acampamento, casa de vidro, quarto branco-escuro, espaço para shows e para os jogos… Mostram que o espaço físico pode ser sempre o mesmo, mas deve ser pensado não apenas em termos de estética (muda a decoração e pronto!), mas também em termos de dinâmica de jogo. Como seria, por exemplo, se os participantes encontrassem a casa totalmente vazia? Sem camas, mesas, sofás… Como eles (re)agiriam diante da situação extrema? Esse seria um provocador ponto de partida. #ficaadica

Resumo da ópera: Não devemos esperar muito da casa. Além de uma decoração controversa, que seja falsamente modernosa e luxuosa, mas que não mexe muito com os participantes. Foi-se o tempo em que eles realmente se sentiam em casa e esqueciam das câmeras… Não espere mais do que uma decoração correta, mas que não proporcione nem a quem assiste ao programa, nem a quem vive lá dentro, qualquer sensação de pertencimento.

O próximo texto sobre o que que não esperar do #BBB17 tratará da seleção dos participantes. Aguardo os comentários, as críticas e as sugestões tanto logo abaixo, quanto no twitter (@lenagronchi). BBBeijos!