Foco na Zona Oeste e Sul no 2º turno

Por: Izabele Oliveira e Lenara Uchôa

O segundo turno abre um novo desafio para os candidatos do PRB e PSOL. De acordo com o mapeamento dos votos na cidade do Rio de Janeiro, realizado pelo TSE, há uma concentração maior a favor de Crivella localizada na Zona Oeste e para o Freixo na Zona Sul.

Para mudar essa realidade ambos focaram suas campanhas no alcance das áreas em que estão mais desfalcados. Santa Cruz, em exemplo, computou para Crivella 41.7% — maior margem na região, enquanto Freixo fica atrás com mínimos 7,6%. Vantagem comparável aparece no bairro de Laranjeiras, em que Freixo sem muito esforço está na frente com 40.2% e Crivella 7.3%.

Mesmo com ampla dominância de Crivella na Zona Oeste, o comportamento não se repete na Barra da Tijuca. Ao invés disso números mostram-se positivos para Freixo, que garante primeira vitória na área com 17.2% contra 9.2%

Em suas entrevistas, Freixo mostra-se entusiasmado com o aumento na duração da propaganda eleitoral, já que para ele a TV é um meio de comunicação mais rápido e eficaz para chegar a locais com milícia. Para a Zona Sul, um dos planos chave de Crivella é aumentar a conversa com empresários e economistas.

Além das medidas de comunicação utilizadas para encorajar suas campanhas, os dois candidatos tem em comum o desejo de fortalecer as parcerias já iniciadas no 2º turno. Crivella ganhou apoio de Índio da Costa e Osório, em contrapartida Freixo passou a ter como aliados Alessandro Molon e Jandira. Não contando apenas com seus acordos diretos, ambos pretendem adquirir os votos da parcela da população que estava apoiando Bolsonaro e Pedro Paulo. Com as estratégias estabelecidas os dois enfrentam uma árdua disputa para alcançar maior nível de votos que somente mostrará resultados no dia 30 de outubro.

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