A esquerda e a caridade

Salgado: Workers

“Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita” Mateus 6:3

Quando se propagandeia a caridade, estimula-se o seu uso político. Passar alguma necessidade não é pecado. Tampouco o é ajudar. Mas políticos de esquerda têm sequestrado para si a caridade, como se a sociedade fosse insuficientemente caridosa para auxiliar o mundo a produzir mais “igualdade”.

Não há igualdade alguma. O mundo nunca será igual. A triste verdade é que há alguns iluminados diferentes que acreditam poder transformar as pessoas em iguais, como se fossem autômatos igualmente capazes de executar quaisquer tarefas no mundo. O trabalhador rural, portanto, pode ser um músico, bastando que lhe troquem as ferramentas.

Esse raciocínio absurdo é o que norteia a ideologia de esquerda. Quando se toma o que não deve das pessoas para, supostamente, dar aos menos favorecidos, cria-se uma economia redistributivista, dando ao estado o poder de retirar o nosso dinheiro de nossas mãos e fazer com ele o que bem quer.

Há quem diga que há “avanços” nessa estratégia na diminuição da miséria. Infelizmente tais avanços são artificiais e temporários. Duram enquanto o efeito do aumento da renda familiar durar. À medida em que o dinheiro vai se transformando em commodity, ele vai perdendo valor e importância. Surge a inflação alta — que o governo utiliza para poder justamente financiar tudo o que gasta. E então todos empobrecem.

Que a economia redistributivista resultaria em hiperinflação sempre foi sabido. Afinal o Brasil viveu crises de inflação alta exatamente em períodos de recessão oriundas de crises artificiais, criadas por governos corruptos, tacanhos, que se achavam eleitos pelos deuses, e não pelo ignorante que eles insistiam em corromper.

Ser de esquerda hoje em dia é acreditar na caridade dos outros, enquanto se acredita que a caridade individual é um pecado. Esse é o erro: acreditar que os outros precisam ser responsáveis por ajudar as pessoas. Todos nós podemos auxiliar uns aos outros. Devemos fazer isso. Terceirizar essa tarefa é ranço ideológico sem sentido, já que o estado não pode redistribuir dinheiro sem causar inflação.

Quer entender melhor o que é direita ou esquerda? Veja o vídeo abaixo:

Os trabalhadores do Brasil de hoje que apoiam as políticas de esquerda tampouco pensam claramente no engodo que são os serviços públicos. Não há um único serviço público decente, e a distribuição de dinheiro gratuito tampouco haveria de ser. O dinheiro sem a contrapartida de trabalho é um dinheiro que não gera valor. Se, no entanto, quem recebesse o Bolsa Família poupasse essa quantia, ao longo de 30 anos poderia até mesmo fazer algo. No entanto, no Brasil, o que se faz com esse dinheiro é estimular o consumo de produtos de péssima qualidade. Como se a desnutrição geral da nação fosse solução para o fim da miséria.

Por outro lado, governos de esquerda tendem a concentrar a renda e o capital em seus empresários amigos, dificultando novos empresários em determinados ramos, criando barreiras e facilitando para alguns poucos escolhidos “amigos do rei” do “círculo interno”.

Não por acaso o que vivemos hoje no Brasil é exatamente isso: um governo mantido no poder com políticas redistributivistas que são equivalentes ao voto de cabresto da antiga república.

Não bastasse o fato de que temos, também, o voto de cabresto direto em operação, tudo isso somado a uma máquina estatal que gasta muito em propaganda e teremos um governo que se mantém no poder com o devido culto ao seu partido socialista.

Trabalhismo é só mais um nome para o comunismo, sendo trabalhador sinônimo de proletário. Seu líder máximo aqui no Brasil é um reflexo de líderes máximos comunistas de outros lugares. Julga-se, ele mesmo, um espelho e, por isso, digno de luxos, prêmios, louvores e aplausos. Ainda que não mereça.

O socialismo diz que a meritocracia do capitalismo é ruim e que o bom mesmo é a “igualdade de oportunidades”, ainda que essa igualdade seja forçada. Por isso veremos, em nossas universidades, cada vez mais alunos ruins misturados a bons, elevando o nível da mediocridade e diminuindo o nível do debate.

Quando se defende a esquerda e a sua falsa caridade, está se defendendo, na verdade, a sua própria escravização. Militar por partidos de esquerda é, no fim, militar para ser amarrado no pau-de-arara, onde irão, até o fim de seus dias, roubar, demover, corromper e destruir tudo de bom que você produzir com a sua força de trabalho, tudo de moral que ainda houver na sua consciência e tudo de familiar que você tenha conhecido.

É programa cultural da esquerda mundial destruir a família, pois esta instituição é muito anterior à instituição do estado e do governo. Destruir a família significada dar mais poder ao estado, que pode educar as crianças à revelia dos pais. Crianças sem pais são um efeito conhecido em países comunistas, onde muitos pais, destroçados pelo governo, abandonam filhos ou até mesmo não são capazes de transmitir mensagens de afeto ou atenção.

A educação desses países comunistas, que muitos dizem ser incrível, não passa de um engodo, já que muitos desses países sequer permitem que as pessoas tenham acesso a determinados livros. Como pode um cubano ser um grande professor de história sem acesso à literatura mundial do assunto que não seja a disponível na cartilha cubana?

No Brasil temos assistindo a uma crescente esquerdização da política. A ponto de, nas últimas eleições presidenciais termos apenas uns 2 candidatos de direita entre mais de 10 candidatos. É uma pena que isso ocorra, pois há muito não há contraponto que possa suprir uma demanda das pessoas por um governo menor e mais eficiente.

Para isso será preciso desaparelhar e envolver várias camadas da população que queira brigar por um Brasil mais justo. O socialismo e a política de esquerda, que já atua no Brasil há décadas, tem construído um povo anestesiado, incapaz até mesmo de questionar se essas políticas “sociais”, se esse falso altruísmo, não é desnecessário.

Até quem se diz liberal por aqui, eventualmente, defende uma eventual democracia. “Acredito que o Brasil precisa de educação estatal”, dizem alguns. Mal sabem eles que o Brasil precisa é despertar para a realidade. E a realidade é uma só: não há riqueza sem trabalho.

Por isso hoje temos um partido de trabalhadores que nada fazem. Em sua maioria, os seus partidários atual como funcionários públicos. Muitos prevaricam e procuram ter uma vida insana, onde o nada fazer é a maior demanda. A estabilidade no serviço público brasileiro serve de uma espécie de “alvará para relaxar”, em que pouco se produz e o tempo é, habitualmente, perdido com o vento.

Nessa triste realidade, cabe ao brasileiro refletir se já nào é hora de carpinar um terreno fértil, onde possamos produzir algo de útil em vez de apenas demandar mais direitos de um governo improdutivo. As promessas de riqueza de pré-sal já se mostraram ilusão. Não há absolutamente outra riqueza que esse governo possa produzir que não pedir mais um imposto para sustentar a barbárie e a escravidão das pessoas.

Não há justiça social melhor em que todos têm o mesmo dever de estudar, trabalhar e procurar ser o melhor, fazer o bem e ter consciência do mundo ao seu redor. Não há justiça social quando uma casta de “semideuses” se acredita acima das leis do resto da população, acreditando que, por isso, nem demitidos de sua própria incompetência podem ser.

Há uma enorme injustiça social quando algumas leis valem para mim e essas mesmas leis não valem para você. Foro privilegiado, estabilidade no emprego e outras vantagens equivocadas tornam alguns de nossos líderes os “ditadores do proletariado” que Marx sempre quis.

Vejo com certa preocupação essa “estabilidade” no serviço público, que afeta tanto a eleitos, que se acreditam eternos, quanto a concursados, que se acreditam os deuses do olimpo: estamos criando uma elite de desiguais. Tais desiguais ganham muito e se acham no direito de escravizar e subestimar o restante da população. Enquanto o serviço público for um vampiro do próprio povo brasileiro, muito sangue ainda será derramado em nome de uma bandeira vermelha. Que jamais será a nossa.

Viva a liberdade.

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