Novembro.
É Outono no norte. É “Outono em Nova Iorque”. Lembro bem de quando você me disse que esse era um dos filmes favoritos. E também um dos meus. Irônico pensar que novembro chegou e você não está mais aqui. Curioso pensar que aqui, ao sul, as folhas não caem, o tempo não esfria, as cores não mudam e as roupas de frio não são colocadas para uso nessa época do ano.
Por que é um dos seus filmes favoritos? Me pergunto se é porque você gosta de fechar ciclos. De mudanças. Da renovação. Da paleta de cores dessa porque sua alma, eu confesso, é de artista. Me pergunto se você gosta da melancolia, da vida urbana, do encontro de almas, da trilha sonora, da doçura de um toque ou mesmo do frio já que você também odeia calor. Porém, acho que no fim você gostava mais de uma idealização do amor. Aqueles bem clichês de Sessão da Tarde mesmo. Com começo, meio e fim. Talvez tenhamos sido a perfeita comédia romântica… ou um drama francês? A questão mesmo é não saber porque era um dos seus favoritos. Eu não te perguntei porque naquele momento nós éramos os nossos filmes.
Nosso longa acabou -sem spoilers- sem os créditos subindo no Central Park, mas na idealização de um amor. E nessa cena final, os dois seguiram sozinhos em caminhos opostos. Sem os tons de outono como o filme, mas com tons de tristeza, como a vida.
Fim.
