[Encontro]

Para conhecer é preciso ir ao encontro do outro

Eram dias de felicidade adiada. Lá estava ela outra vez, sentada em um café qualquer, observando o tramitar dos indivíduos que ali passavam. Alguns chegavam e ficavam, outros em sua pressa constante adquiriam ali o que lhes era de desejo e partiam.

Partir… Ir.

Ao observar todo aquele vai e vem ela sentia que o ato do encontro era uma das ações mais belas entre nós seres humanos. Era o momento em que saímos de onde estávamos, do nosso comodismo de estado e íamos em direção à alguém que por sua vez fazia o mesmo e estava naquele instante caminhando ao seu encontro, para então desfrutar de algum momento em sua presença.

Ao chegar olhares se cruzam, o sorriso inevitável surgia e nessa troca os dois indivíduos se encontram, se abraçam, talvez um beijo, um gesto de acolhimento, uma demonstração de afeto. É dizer sem palavras que aquele indivíduo da sua existência fazia parte, tudo na simples fração do segundo de um encontro.