[Faça-me de trouxa]

Eu acho engraçado alguns comportamentos pontuais de algumas pessoas, a maioria delas, ao exercer o convívio. Eu não sei se tem a ver com a educação que tivemos em que muitas vezes nos é passado que exercer nossas reais vontades seja algo que não possa ser demonstrado. O que pra mim beira a insanidade. Mas eu percebo que muitas pessoas passam boa parte do dia delas ludibriando outras pessoas. Essa atitude me deixa preocupado, e até me faz questionar o caráter das pessoas que praticam tal ato. Talvez seja radical demais da minha parte, mas eu acredito que pessoas que mentem por hábito, em coisas tão mínimas do dia-a-dia não são pessoas tão legais para se manter por perto. Causa-me certa repulsa pensar que existem pessoas que brincam com as relações criadas como se a outra parte fosse um objeto em que ela usa quando necessário, ás vezes em momentos de tédio, outro hora porque realmente não existe mais ninguém disposto a ouvi-la. Enfim, são inúmeras possibilidades.

Meu objetivo abordando esse ponto é fazer um alerta aos mentirosos de plantão, e até mesmos para aqueles que se julgam sinceros, afim de que observem seus hábitos, porque a mentira vira um hábito, e existem hábitos que são destrutivos, e mentir pode lhe deixar em primeiro momento em uma situação confortável, porem a mentira é como cupim se não exterminado ela destrói e derruba relações. Em uma relação verdadeira e saudável não existe espaço para mentiras, existe sinceridade e clareza e é aqui que quero me aprofundar.

Exercer a sinceridade. Ser sincero. Ser honesto. Ser claro. Ser verdadeiro. Nos mínimos detalhes, em todas e quais quer ocasiões, é um ato de respeito, é ser nobre, é demonstrar zelo. Não seja leviano com os sentimentos dos outros, não crie relações que você não é capaz de sustentar. Não iluda. Não faça as pessoas acreditarem que elas fazem parte da sua vida se para você ela não tem importância alguma. Isso é deprimente.

Eu sei que nosso padrão social exige que tenhamos uma postura leviana diante das nossas relações onde se você disser: “Desculpa, hoje não vai dar eu não estou afim.” Você é visto como alguém rude, como alguém antipático, ao ponto que se você criar crônicas de um imprevisto inventado, mentindo, você se passa por alguém bacana. Mas mentir não é uma coisa tão bacana certo? Se você atribuiu á alguém, levianamente, uma função em que ela não exerce de fato em sua vida, tenha um pingo de respeito e pare de tratar aquilo como algo importante sendo que não é.

Claro que adoção dessa prática comportamental é uma escolha sua, cada um lida com suas relações da forma que achar que deve lidar, porém chega uma hora que a pessoa leviana que usa do subterfúgio da mentira e das esfarrapadas desculpas diárias, começa a passar vergonha, pois a outra parte apesar da cara de trouxa não acredita mais em tantas crônicas do imprevisto inventado.

Exercer o que queremos de fato é um ato de coragem e respeito para com o próximo, não estamos no mundo para sair bem na foto, apesar de toda superficialidade inerente na terra o maior desafio é permanecer sendo aquilo que somos e sem mais.