Menos tensão no choque cultural
Morar fora do País vai além de experimentar uma nova cultura, mas também se adaptar a ela e descobrir o que não precisa de adaptação.
Desde antes de me mudar para Boston, eu percebi alguns comportamentos diferentes que não combinavam com o jeitinho brasileiro.
Não era um apanhado de coisas melhores, apenas características diferentes. Desde o cumprimento do beijo no rosto até os gestos que fazemos com as mãos.
Tem algumas várias dicas que da pra aprender com o Amigo Gringo, que faz um videocast bem divertido.
Ele também comenta como algumas características são regionais, como fazer o "joinha", onde em um de seus vídeos ele diz que é cafona. Conversei com alguns amigos locais e nenhum concorda com o amigo gringo nesse aspecto, mas só nesse aspecto.
McDonalds é realmente terrível e deve ser evitado. Em alguns países fora dos EUA ele é considerado um fast food bacaninha, mas aqui, principalmente em cidades grandes, é um fast food de comida barata, não só no preço, mas na qualidade em todos os aspectos do serviço. Pula fora.
Comida é um problema sério para qualquer brasileiro que venha morar nos EUA, os costumes mudam muito. O almoço por aqui é na maioria das vezes um sanduíche, e arroz e feijão é exótico. As pessoas aqui não sabem o que é guaraná nem açaí. Esse último eu só achei até o momento como composição de sabonete feito de carvão vegetal.
Mas o que mais me deixa triste nas comidas é a falta da banana prata. Não existe, é proibido trazer bananas do Brasil, e as que têm aqui são mais sem graça que bananas d'água. Talvez com algum açúcar ou em uma vitamina até role uma graça come-las, mas não chegam nem perto do mesmo sabor. A exceção fica quando encontramos facilmente as Banana Chips, uma porção de bananas fatiadas, desidratadas e aparentemente assadas e crocantes, mais gostosas ainda quando em pedaços mais grossos.
Em compensação, o Macaroni & Cheese é facilmente encontrado e é muito bom, assim como poder lanchar em um Five Guys ou em um Shake Shack é uma oportunidade excelente.
Nos restaurantes, a água — cheia de gelo — é sempre de graça, mas ela não é mineral, é da pia, mas até agora não me fez mal.
Se chegar a conta e o restaurante tinha uma pessoa te atendendo, lembra que eles não vão colocar a gorjeta incluída na conta e que você vai fazer muito feio se não deixar de 15% a 20%, nos vídeos do Amigo Gringo ele detalha isso, mas deixa de contar que algumas pessoas (principalmente em NY) não ganham salário, só as gorjetas. É ilegal, mas aqui não é o país das maravilhas.
Mudando de área, vamos para as roupas: descobri de uma forma bem engraçada que algumas marcas por aqui são consideradas de "bro". Bro seriam no Brasil uma espécie bem ruim de playboyzinho, do tipo que você não quer ser. É algo como ser fã do Justin Bieber e achar que está abalando. Nas minhas viagens anteriores aos EUA, enquanto turista, eu costumava comprar umas 10 camisetas da Aeropostale, por parecerem normais e serem muito baratas, mas ela, assim como qualquer marca que precisa expor de forma gigante o seu logo, é "bro".
A dica para fugir disso é procurar roupas sem marca com problemas de exibicionismo, mas não ligue se alguém se importa demais com isso, cada um tem sua preferência e não é a vestimenta que te tornaria um "bro".
Se precisar achar lojas boas e com ótimos preços, pode procurar as TJ Maxx, Marshalls, DSW (para tênis e sapatos), etc. Não quer parecer um turista? Não use um casaco coloridão no inverno, cores neutras e preferencialmente escuras não o tornarão um destaque alegórico no meio da rua.
Há várias outras dicas sobre os choque culturais que dá para ir contando, mas ficam para um novo artigo.