A obra já começa bem com a perfeita escolha da figura para ilustrá-la. Daí o leitor já tem ideia do que vai encontrar, a química entre corpos dando as cartas em sintonia com um adequado cenário business como pano de fundo. A energia sexual vai sendo tratada com bastante maestria pelas mãos de Tandra, com destaques para ótimos trechos como “e se seu corpo resolvesse fazer parte do meu?”. A protagonista logo se vê afogada em desejo, mas tenta conter sua aflição aprisionando-a nos arrepios de seus pelos, driblando o claro desejo, mas sem muito sucesso. Da metade do texto em diante, a percepção masculina de que há fêmea faminta por perto se concretiza e o que o leitor tem, a partir daí, é um belo quadro de entrega de almas que dispensam números, regras, tabelas e roupas para fluírem em “pelos, peles e apelos”. Parabéns, Tandra!
