Eu não vou mais transar casualmente
Bella Marcatti
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Gostei do texto, mas gostaria de fazer uns apontamentos.

Esse trecho (que inclusive dá nome à obra): “A minha decisão sobre isso depois dessa história de bosta é: EU NÃO VOU MAIS DAR PRA UM CARA CASUALMENTE.” Sempre complexo sabermos quando uma situação é casual ou não, por mais indícios que tenhamos para apurar. Concordo que cuidados são importantes. Uma joia que leva tempo para ser conquistada, normalmente é mais valorizada. Normalmente.

“Eu não vou mais dar pra cara nenhum que eu não tenha certeza que existe um envolvimento emocional minimamente profundo por parte dos dois.” Acredito ser muito difícil termos “certezas” em relacionamentos. O que temos são “estimativas”. Relacionamento não é matéria exata, matemática ou física. Há riscos, e eles não são poucos. Contudo, é importante a segurança. Se o “envolvimento emocional minimamente profundo” significar “tempo de espera” até o sexo, vendo até quando o conquistador se esforça, até onde ele persevera, acho um parâmetro interessante e bastante válido.

“Porém, quando acontecer, vai ser de verdade”. O termo “verdade”, assim como o “certeza”, são muito frágeis para serem usados (opinião minha) para esses casos. Nunca saberemos quando está sendo “de verdade”. Contamos sempre com a leitura facial, corporal, as palavras, como foram ditas e o tempo despendido até o enlace final para realizarmos nossas avaliações. Certeza e verdade são utopias, de fato belas, mas não se confirmam como alicerces completamente sólidos. De qualquer modo, é bom construirmos essa sensação de segurança interna, mesmo que alguma decepção venha, pois, pelo menos, tentamos e fechamos vários quesitos até a entrega derradeira.

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