Corpore insano
R Solino
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Passional esta narrativa se retroalimenta da perfídia, vibra com o ferimento aberto, porque nele está a salvação pelo deslumbre: “Sou teu futuro.” Não há petulância, embora seja essa a noção alavancada no leitor em primeiro momento, já que o narrador enquadra com autoridade (embora sob pavor), admitindo que as perfídias são aceitáveis se objetivarem uma renovação conceitual, pois, em condição crua, apenas pavimentam a trilha da loucura.