This story is unavailable.

Rodrigo Silvestre, são os textos alheios, como os seus, que brilham. Com meus comentários tento esmiuçar um pouco mais a ideia do autor. O existencialismo nas obras de Sartre e Camus são, pra mim, fascinantes. Em “O estrangeiro”, no momento em que o protagonista é julgado, ele passa por momentos interessantes de onde podemos refletir sobre como a piedade (e a fé) se tornam ferramentas opressoras, já que o vale de lágrimas e de sofrimentos é o manancial do cristianismo. O que entendo nessa área de debate é que precisamos de algo que transcenda, que haja o algo além do material, pois a consciência não se contenta com o mundo factível. As drogas, lícitas ou não, mostram isso. A crença, além de se estabelecer como um freio social, também se posiciona como um bálsamo por onde nossas dúvidas e angústias se mantém de forma que não nos asfixiem. A crença não é ruim (ao meu ver). O ruim é a forma como lidamos com ela: a segregação, a humilhação e obsessão. Invariavelmente, dogmas levam a isso, a esse cenário obscuro, porque assim faz-se a dualidade entre a salvação e o pecado, o Bem e o Mal, enfim, as arquiteturas maniqueístas nascidas com essa composição.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Léo Borges’s story.