Leia & ouça: é futsal… é futebol

Por: Lilian Moraes

Que futebol é paixão nacional, sabemos. Somos pentacampeões mundiais de futebol. O Brasil é o país que mais exporta jogadores para a Europa. Sem contar que, pelo mundo, falar de Brasil é falar de futebol, indissociável.

Certamente você deve conhecer algum menino ou menina, que sonha ou já quis ser jogador profissional de futebol. Se não conheceu ainda, vai acontecer!

Se fala muito em futebol, puro. Poucos lembram ou sabem que a maioria dos jogadores e jogadoras que encantam por todo o mundo, tiveram como base esportiva, o futsal… É, o futsal!

As semelhanças são muitas. As proporções que mudam bastante. Rola em quadra de cimento, na maioria das cidades, periferias, bairros, vilarejos… A dimensão é menor, a bola também, são apenas cinco atletas em quadra, para cada time. Inúmeras diferenças, mas para muitos, o futsal foi o primeiro pontapé, o despertar para a paixão, vício e profissão.

Futsal feminino na história

Mesmo sob resistência, o futsal feminino se tornou realidade! Seja na base ou no profissional, no masculino ou no feminino, o esporte ganha mais praticantes a cada dia… Mas nem sempre foi assim: a atividade feminina no esporte já foi motivo de veto no Brasil. A proibição surgiu no governo de Getúlio Vargas e só foi revogada 16 anos após sua criação, em 1981. Só em 1983 a prática desse esporte foi reconhecida pela Confederação Brasileira de Desportos (CND). A primeira competição oficial realizada na categoria feminina e organizada pela Confederação Brasileira de Futsal aconteceu em 1992, com dez equipes participantes — cada uma indicada pela sua respectiva federação. Fazem 15 anos que conta com Seleção Nacional. ❤
Segundo o técnico André Port Machado, comandante da equipe do Santa Catarina Futsal de Caxias do Sul, entidade que é referência na prática do futsal feminino desde os anos 90, afirma também que o esporte tem evoluído e a aceitação do público está aumentando. “As pessoas estão começando a ver as meninas de uma maneira mais carinhosa”, relata. Machado comenta sobre os investimentos no esporte “Lógico, que os recursos investidos no futsal feminino ainda são muito abaixo dos meninos, um pouco por que o futsal feminino precisa se unir mais, deixando de lado o clubismo e pensando na modalidade como um todo. Ainda pecamos em nos preocuparmos apenas com nossas equipes”, completa.

A necessidade de expansão da categoria feminina se deu pela admissão nos Jogos Olímpicos, que é disputada por ambos os gêneros. O que faz com que tanto as mulheres quantos os homens travem uma batalha interna,disso depende a inserção do esporte nas Olimpíadas.

Em 2015 a FIFA anunciou que o futsal faria parte da segunda edição dos Jogos Olímpicos da Juventude. Esse ano, o evento ocorreu em Buenos Aires e reuniu 206 países e mais de 4 mil atletas de até 18 anos, o que é considerado um avanço, visto que a competição atrai atenção do mundo todo. A Seleção Feminina do Brasil não participou, mas Portugal (campeão) e Japão (vice-campeão) trataram de colocar “uma pulguinha atrás da orelha” dos organizadores das competições femininas e o sonho de inserir o futsal em uma olimpíada ainda segue vivo.

Acreditar é preciso!

Desde a primeira competição oficial, as mulheres têm conquistado um espaço maior no esporte, o que não é suficiente. O investimento é necessário para o futsal feminino se manter. Mais que isso, as atletas precisam de algo que ninguém pode fazer por elas: acreditar…

Confere aí o recado da Amandinha e da Diana Santos, craques da categoria: companheiras de time e de seleção.

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O Futsal Feminino em Pauta também produziu um programa em áudio trazendo depoimentos de atletas e treinadores, sobre as dificuldades que, tanto a categoria quanto as jogadoras tem para seguir em frente.

*Criado e produzido pelos estudantes da cadeira de Jornalismo Digital, Lilian Moraes e Julio Pereira, do curso de Jornalismo da Universidade Feevale. O podcast tem edição de Rinaldo Silveira, operador de áudio do núcleo de rádio da Universidade.