Filme “A Bela e a Fera” será exibido sem cortes na Malásia

O novo longa metragem da Disney, “A Bela e a Fera”, não será censurado no Sudeste Asiático. O país, que conta com uma legislação lgbtfóbica, entrou com uma ação pedindo que a companhia fizesse cortes nas cenas com foco no personagem homossexual da trama, entretanto o estúdio se recusou a atender o pedido de censura.

Diversos líderes religiosos do país se opuseram à abordagem de uma cena gay no filme, visto que a homossexualidade é crime no país. Segundo o site The Huffington Post, a tentativa do pedido de censura ocorreu uma semana após a Rússia declarar que o filme é proibido para menores de 16 anos.

Os governantes ainda propuseram que a Disney alterasse a narrativa, de forma que o personagem demonstrasse arrependimento pela sua orientação sexual ou morresse no decorrer da trama, no entanto o estúdio se recusou a fazer quaisquer mudanças. Sem acordo firmado, na terça-feira (21) a distribuidora Golden Screen Cinemas anunciou através da sua conta oficial no Twitter que o longa será exibido nos territórios da península sem nenhum corte.

Já no Kuwait, uma distribuidora de cinema local declarou a decisão de proibição do filme. Autoridades islâmicas e religiosos afirmaram que o filme promove “valores negativos”. O portal G1 veiculou que o deputado russo Vitali Milonov -sendo um dos defensores da lei russa contra a “propaganda gay” — categorizou o filme como “descarada propaganda do pecado e das relações sexuais pervertidas”, em carta para o ministro da cultura, Vladimir Medinski.

“A Bela e a Fera” segue marcando recorde de bilheteria nos cinemas americanos, arrecadando mais de 88,3 milhões de dólares e sendo considerado o melhor lançamento de março, de acordo com a revista Variety.

Fontes:

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