Aquele que morreu de arrependimento

Não é nem um pouquinho nova aquela reflexão “se arrependimento matasse…”. Eu sei que você já ouviu, nem finge que não.

Você tá rindo, não é? Eu sei que está, eu te conheço. Mas se liga que essa expressão é bem engraçada, mas muito verdadeira, tá?

Verdadeira sim porque o arrependimento mata. Mata de verdade. Mata de uma maneira mental que a parte física só responde aos seus comandos. Se arrepender para mim, em alguns momentos foi deixar de ser o “eu” daquele momento. Mas isso nem sempre é ruim. O fato de você dizer algo, fazer algo ou então escolher tal coisa é nada mais que um impulso, mesmo aquele pensado, e isso é parte de quem você é. Se arrepender foi abrir mão desse alguém.

Mas como eu já disse, nem sempre isso é ruim. Nesse caso foi muito bom. Me arrependi sim de fazer determinadas escolhas com relação à você e muitas outras coisas da minha vida, mas sei que hoje sou outra pessoa. No momento em que entendi a burrada que fiz, passei a analisar melhor tudo, a repensar as coisas que te disse e fiz. Nesse momentinho aí, o “eu” que fez tudo isso morreu. Morreu para que esse que lhe escreve agora nascesse e dissesse que tá tudo bem se arrepender, não machuca não. Na verdade, faz até bem. Sério.

Então preste bem atenção. Se você quer voltar pra cá e ouvir os meus pensamentos randômicos de novo, quer me dizer que domingos são ótimos dias para ver o sol nascer e andar de bicicleta na praça, saiba que eu morri.

Entendeu bem? EU M-O-R-R-I

A pessoa que está escrevendo isso aqui é outra. Com outros pensamentos randômicos (alguns iguais, não se preocupe), outras vontades para o domingo de manhã e talvez algumas para a quarta-feira à tarde. Enfim, era só um aviso mesmo. Não quero que pareça que me arrepender do que aconteceu quer dizer que as coisas vão ser exatamente iguais. Não vão. Nem se eu quisesse. Então pensa aí e depois me avisa. Vou estar vendo série (tá vendo, isso também não mudou).

Beijos.

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