Infinito particular

Ei, você, que chegou agora. Não fica achando que sou esse poço de carisma explícito e de uma educação pobre, embora refinada e cheia de referências. Eu tenho uns hábitos muito loucos, como me emocionar ao ver uma borboleta e sorrir involuntariamente sempre que vejo um bebê na rua.

Só para você saber, eu perco tempo sim escolhendo entre duas blusas de cores quase iguais e compro livros que nunca vou ler. Gosto de comer pão com geleia pela manhã, mas na correria o bom e velho pão na chapa resolve qualquer problema.

Tenho o hábito de passar uns bons minutos semanalmente pesquisando sobre séries novas que estrearam pelo mundo, mesmo já tendo mais de 50 na minha grade do banco de séries. Gosto MUITO, MAS MUITO MESMO, de assistir aquelas séries adolescentes bobinhas tipo Gossip Girl e One Tree Hill. Mas não se engane, aquele thriller psicológico europeu é o que vai me fazer desmarcar um café com você a qualquer momento.

Não importa o que aconteça entre um ano e outro, eu sempre vou dar um jeito qualquer de aparecer num festival de música e assistir o máximo de shows que conseguir. É mais forte do que eu. Falando nisso, pode parar de tentar me entender e me definir baseado no que eu comentei que estava ouvindo ontem de manhã. Eu ouço absolutamente de tudo e faço questão de consumir todo tipo de música, principalmente se for brasileira. Eu sou o tipo de pessoa que vai transcender num show indie, pular num show de rock, chorar num show de mpb e perder completamente a linha numa festa com funk. Inclusive, espero que não seja aquele tipo de pessoa que tem preconceito com funk, porque, no caso, eu tenho uma playlist exclusivamente dessa maravilha (aliás, mais de uma playlist).

Já é bom ficar sabendo que eu não gosto de praia. Mas pode ter certeza que vou adorar dar uma volta de bike no fim da tarde, só para sentir o cheiro da maresia e o vento batendo no meu peito. Eu sei, é controverso, mas essa coisa de carioca padrão, que usa toda e qualquer desculpa para botar os pés na areia não é pra mim. Não estou lhe julgando se é assim, apenas quero deixar claro que sou daqueles que gosta dos prédios e das piscinas.

Outro detalhe muito importante: eu gosto de falar. Vou adorar lhe ouvir, saber de tudo que envolve o seu ser humano, mas espero de coração que também me ouça, que preste atenção no tom das minhas palavras, que me contrarie e me faça começar a rir e desistir do assunto porque perdi (depois vou querer falar sobre ele de novo e vou dizer que você estava certo, eu que não quis perceber). Mas faça isso de maneira inteligente, não tente impor sua mentalidade para cima de mim; meu orgulho não vai querer saber se você está certo ou errado perante este comportamento hostil e doutrinador.

Isso talvez não seja nem um décimo do que você precisa saber sobre mim. Nem mesmo o que eu espero lembrar de dizer assim de cara.

Por hora, seja bem-vindo e boa sorte; “só não se perca ao entrar no meu infinito particular”, como diria Marisa Monte.

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