Quem sou eu?

Meu nome é Leonardo Burtet, mas meus amigos me chamam de Leo. Tenho 31 anos (modelo 85), sou o mais velho de 3 irmãos e grande apreciador de carboidratos, mas que não dispensa uma boa proteína… é, eu tenho 3 dígitos! Muito bem envoltos em uma fina camada de sedução e elegância.

Gremista e Gaúcho de Porto Alegre, fui criado em plena efervescência de liberdade da década de 80 e sou movido a base de Nescau e muita televisão.

Ah, que saudades da Sessão da Tarde e seus ótimos filmes: Trapalhões, Caverna do Dragão, Chaves e Chapolim.

Sempre adorei cinema. Mestres do Universo (o filme do He-Man) foi o primeiro filme que assisti no cinema. Por isso digo que histórias sempre estiverem presentes na minha vida.

Mais do que a estética, o que me encantava era o enredo. Quando criança, por não conseguir acompanhar as legendas, pedia que o meu pai lesse os diálogos pra mim. E ainda reclamava quando ele esquecia de continuar lendo.

Por falar do meu pai… ele e mamãe são separados. Meu pai sempre viajou e ainda viaja muito a trabalho. Por isso, na férias pra conseguir ficar com ele, eu precisava viajar junto. Esse é um dos motivos de eu conhecer quase que o Brasil todo. Já cheguei a ir de carro de Porto Alegre até Salvador

Isso é algo que herdei do meu pai, conhecer gente e gostar de trocar ideia. Sempre fui o mascote dos treinamentos, afinal eu quase fui criado em sala vendo o meu pai dar aula. Desde criança acompanhei os treinamentos ministrados por ele e sempre tive um fascínio pela admiração demonstrada pelos outros com relação a ele. Notava que os participantes olhavam meu pai com a mesma admiração que eu.

E por falar em professores. Nunca fui um dos melhores alunos. Não por ser burro, mas por ser preguiçoso. Talvez tenha sido imaturidade da minha parte ou que os professores não me estimulavam. O fato é que eu cheguei a ser expulso na quarta série. Expulso não, convidado a me retirar. Isso, junto com a mudança de cidade, fez com que eu cursasse o ensino fundamental em 3 colégio diferentes.

Mas chega de falar do fundamental, vamos falar do ensino médio. Repeti no primeiro ano. Aí lá fui eu mudar para outro colégio. Decisão minha, eu quis sair do colégio particular e ir pro estadual (acabei concluindo o Ensino médio em Colégio Estadual). No terceirão comecei a fazer estágio e passei a gostar de ter a minha própria grana. Aquela sensação de liberdade, sabe?

Terminando o Ensino Médio médio começou a minha saga profissional. Trabalhei como vendedor de cartão de crédito para universitários!

Aqui, em 2004, que contar histórias passou a fazer parte da minha vida. Acha que é fácil explicar para um jovem universitário o porquê dele fazer um cartão de crédito? Precisava dar muito exemplos e entender a realidade de cada aluno para conseguir contar uma história que funcionasse para a realidade dele. Uma vez até cheguei a usar o truque da mente Jedi, mas fui descoberto e não colou. Mas o cara achou bacana a referência e acabou trocando uma ideia comigo. Ta certo que ele não fez o cartão, mas me mostrou que o trabalho pode ser divertido.

Agora não sei se foi esse convívio com o ambiente acadêmico ou o fato de querer mudar os rumos da minha vida que me levaram a ingressar na faculdade. Em 2005 comecei a faculdade de Administração - detalhe só tinha a grana pro vestibular e a matrícula. Achei que era um risco que valia a pena, na pior das hipóteses, seria uma boa experiência.

Só que voltava aquele problema antigo, eu continua sendo um péssimo aluno. Fiz faculdade com aquele mentalidade de ensino médio, levando as coisas de qualquer jeito e não prestando muita atenção nas aulas. Eu sabia que estudando sozinho conseguiria passar.

Mas não me ligava que eu atrapalhava os outros que não tinham essa mesma facilidade. Faltava essa maturidade de aluno. Que só aconteceu de verdade em 2008. Ano que aconteceu a mudança mais significativa da minha vida, mudei pra Florianópolis, a ilha da magia.

Mudança de ares, de vida, de instituição de ensino e de várias outras coisas. Aqui passei a encarar as aulas com mais seriedade, nunca tive tanto 10 em um boletim. Tá certo que eu também não acredito em notas, e sim o quanto você aprende de cada matéria.

Mas confesso, é legal ficar com média geral acima de 9 no final de um curso. Ainda mais de Administração, com matérias bem diferentes. Levei essa atitude quando fiz curso Técnico em Eventos. Queria aprender, e isso se refletia nas notas ou melhor nos conceitos.

Também foi em Floripa que comecei a trabalhar com capacitação profissional. Algo que já faço há 8 anos, com destaque para o desenvolvimento de atividades de treinamento.

Mas sempre trabalhei por trás dos bastidores, organizando diversas coisas como material didático, manual, apresentações, edição de vídeos. Ou seja, tudo que fosse necessário.

Só que sempre tive o desejo de participar mais ativamente desse processo. Eu queria estar em sala de aula! Talvez pelos professores que me fizeram gostar de algumas matérias e também pelos péssimos que me fizeram odiar matérias tão legais. O fato é que sempre disseram que eu seria um bom professor. Não pela paciência, atenção e facilidade de ensinar.

Mas por gostar mesmo de ensinar!

Agora eu entendo o olhar que os participantes tinham ao verem o meu pai dando treinamento. Essa fascinação ocorria por que de alguma forma ele compartilhava o seu conhecimento e isso ajudava a tornar a vida dos outros melhor. Eu quero tornar a vida dos outros melhor, aquela sensação de que estou sendo útil para o mundo.

Pra que serve o conhecimento se não pudermos transmiti-lo?

Esse foi um dos motivos pelos quais eu resolvi ser professor.

Foi nessas que eu conheci o Ricardo. Em 2014 passamos a dar aulas juntos. Ele ensinava informática na prática de um negócio e eu Administração com foco em empreendedorismo - que é a minha praia. Fiz Empretec há mais de 10 anos e meu pai trabalha com Empreendedorismo desde que eu me conheço por gente. Se lembra que eu era o mascote das turmas?

Através de uma educação empreendedora conseguimos ver as transformações que aconteciam com os alunos. Mas queríamos mais! Foi isso que nos levou a criar a Back To Basic.

Queremos ampliar o nosso acesso as pessoas. Trocar ideias. Construir algo legal não só pra nós, mas que também ajude os outros. Aquele lance de gerar possibilidades de transformação nas pessoas.

Resumindo… sou professor, personal chef, astronauta e modelo. São essas as coisas que eu gosto e que me tornaram em quem eu sou.

Por causa disso tudo que eu vim parar aqui na Back To Basic.

Ajudar os outros é o que eu faço aqui

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