Como levei uma fintech sem sequer um MVP para Dubai

Desculpe por essa montagem de 5min.

Maioria das pessoas podem me considerar um fracassado, mas acredite: estou escrevendo esta publicação as nove da manha em Dubai(cidade nos Emirados Árabes Unidos), onde pagaram todas minhas despesas e estão me tratando como um verdadeiro revolucionário/gênio.

Mas como vim parar aqui? qual caminho segui para chegar tão (literalmente) longe? com quem estou? quem sou? já te adianto que aqui irei criticar bastante o mercado Brasileiro de startups… então caso seja um fanboy, aqui não é seu lugar :)

Mas aí, quem eu sou?

Bom, preciso me apresentar correto? me chamo Leonardo Marciano, tenho dezenove anos e sempre tive minhas habilidades questionadas por muitos do mercado de “startupeiros”.

Comecei a programar com nove anos, com treze abri uma empresa de hospedagens de sites, montagem de computadores e desenvolvimento de servidores de games privados chamada PCMassive.

Nunca fui muito fã do que fazia, então comecei a estudar tecnologias contemporâneas e acabei passando por Inteligencias Artificiais, Segurança da informação, Data Science… onde sempre gostei de colecionar certificações para um único motivo: justificar.

Minha vida “Startupeira” começou em 2013, quando comecei a fazer um projeto chamado StartK que basicamente era uma engine para produção de salas de aulas em VR, todo programado em JAVA onde eu programava e meu irmão Luiz Felipe fazia o front, design e etc, nesta época tinha apenas quatorze anos.

Não deu certo por falta de maturidade e conhecimento, como eu não tive a sorte de ser filho de um grande empreendedor ou ser cercado de mentores, não tive sequer uma luz para me guiar, isso não durou muito tempo! Pois conheci o pessoal da EduCity(menções honrosas para Lucas Moraes, Nikolas Faria, José Othon, João Mento, Flavio Moreira e Tandara Costa) que literalmente me apresentaram o mundo do empreendedorismo da forma certa e sem perceber me passaram a maior lição que já recebi: Jamais se render e nunca desistir

Nessa minha jornada, preciso citar mais algumas pessoas que foram relevantes, pois somente elas de mais de MIL PESSOAS do cenário que realmente criei um laço e consegui aprender: Daniel Marigliano, Jean Lima, Adriana Vale(sou um eterno aluno desta pessoa!), Alyson Ferrer, Gustavo Ferreira e todos da Associação Brasileira de Startups.

Nunca foi fácil, mas quando eu comecei a chegar lá acabei tropeçando nas promessas de comunidades de startups, falsos-grandes empreendedores e principalmente sanguessugas que ao virar as costas começaram a espalhar boatos falsos sobre minha pessoa.

“O mercado nacional de startups na verdade é uma panela egocêntrica, se você não começa a dançar em conjunto com as comunidades, você será o eterno sortudo e mentiroso”

Já ajudei muitos imaginando serem pessoas que iriam acrescentar em minha jornada e acabaram me apunhalando pelas costas, sempre fui reconhecido por coisas que não fiz ou simplesmente contaram metade da historia.

Nisto de “comunidades de desenvolvedores e inovadores” literalmente acabaram com TRÊS STARTUPS, roubaram quatro projetos e como se não bastasse: venceram um hackathon com meus projetos e ainda me acusaram de roubo de propriedade intelectual do mesmo em redes sociais(de mentores, passaram a concorrentes)!

Com o nome sujo no mercado, decidi sumir um pouco das redes e começar uma nova rota, sozinho.

Sai de todos meus projetos secundários e comecei a focar em ser tudo aquilo que eu precisava para meu projeto funcionar: aprender a ser o “full-stack 
entrepreneur”.

Para começar a fazer isso, me internei em maratonas de programação(Hackathons) levando frações do meu projeto final para conseguir mentoria gratuita(jurídica e administrativa), todas as vezes que levei uma fração do meu projeto final, por incrível que pareça: eu vencia!

Finalista do CIAB Hackathon 2017

Muitas vezes também entrava em qualquer time e saia para pedir mentoria durante o evento, recordava em áudio tudo o que o mentor comentava e utilizava em meu projeto.


Sem ninguém saber, eu sempre estive coletando e recordando em áudio reuniões com empresas gigantes do mercado financeiro(Como Bradesco, XP Investimentos e outras menores), comprando dados de comportamento de clientes e até trabalhando em empresas com o intuito de aprender como administrar e agir.

Nesse meio de coleta de dados e aprendizado, até publiquei um artigo capa em conjunto com o Mestre dos magos Deivison Pinheiro na maior revista de computação forense dos Estados Unidos:

Obrigadão “Tio Deivi” ❤

Quando consegui coletar mais de seis milhões e quinhentos mil registros para validação de meu produto, realmente comecei a prototificar e lançar pequenas landings para capturar mais dados.

Acreditem, nessa brincadeira de capturar dados: uma das landings que tinha somente uma pequena fração de meu produto recebeu mais de oito mil cadastros, e eu não havia gastado sequer um real em marketing.

Inclusive, existe um post meu aqui com o intuito de capturar lead! confere ai

Por: https://www.behance.net/nikonalua

No meio disso tudo, com um mercado validado e produto encaminhado para um público potencial de duzentos milhões de pessoas comecei a desenvolver meu produto final, e não demorou muito para sangue sugas do mercado nacional começarem a me questionar por estar quieto.

Sem experiencia com muitas áreas para desenvolver meu produto, comecei a comprar cursos loucamente em sites como Udemy e Udacity, projetar minhas interfaces com conceitos atuais de UX e UI, validando minhas ideias enchendo o saco de amigos no Facebook Messenger:

Muitas vezes, com medo do cenário Brasileiro de startups acabei recorrendo a feedback’s de mentores, grandes empreendedores e investidores internacionais utilizando redes sociais, forum’s, e-mails e até mesmo na deepweb! ai que eu acabei sendo “descoberto”.

Um grupo de investidores dos Emirados Árabes Unidos acabaram me achando, e com medo eu sempre abri muito pouco sobre meu projeto, a trocação era literalmente plena pois eles tentaram me convencer de todas as maneiras que meu projeto não daria certo, então cada vez mais eu abria um pouco mais dos meus dados para eles e mostrava o potencial do mesmo.

A questão era que eu só havia uma unica tela mockup, muitos dados e um conceito bem concretizado. Isso compra algum investidor?

Claro que não, sabe o que compra? eu estar desde 2016 sozinho¹ no mesmo projeto, ser desenvolvedor e ter quase NADA pronto para uma apresentação convencional. Meu leque de apresentação é basicamente dados, e o que pode ser e o que já é, isso já foi suficiente de atrair interesse de VINTE investidores que aportaram mais de duzentos e vinte milhões de dólares em 2017.

Eu mal tinha uma logotipo quando fui convidado para ir apresentar esse projeto, publicamente ele é conhecido como The Musk Project(uma homenagem ao homem que também nunca desistiu) e havia diversos memes em vários mockups.

Ter persistência foi o que me trouxe a Dubai.
Ter persistência foi o que me destacou dentre outras milhares de startups.
Ter persistência será o meu diferencial, independente de o que ocorra aqui.

Cheguei a pivotar esse projeto mais de seis vezes.

E para minha surpresa: logo quando fiz check-in já espalharam boatos negativos sobre minha vinda a Dubai… quem? todos aqueles que fazem uma agencia de tecnologia e se dizem startupeiros, todos aqueles “jovens empreendedores” que na realidade só querem receber likes em publicações no facebook.²

Eu realmente não ligo para o que falam, inclusive acho bem engraçado como funciona a comunidade que vivenciam, pois espalham boatos para pessoas que me contam e tiram sarro, o pior disso é que eu já fui dessa comunidade (prefiro chamar de panela) e sei exatamente como funciona por dentro e que o objetivo final é só denigrir imagens e aprimorar o próprio ego.

Já participei de muitas comunidades(nacionais e internacionais), e a Comunidade de Startup e desenvolvedores de São Paulo, de longe é a mais egocêntrica que estive, literalmente uma panela, se você está para fazer uma startup: fique longe, faça network em eventos e entenda que em cem que você conhecer, apenas dois estarão dispostos a te ajudar e não a te engolir.

Não seja dependente de ninguém, não se iluda nas falsas promessas, seja tudo aquilo que você deseja ser no futuro, hoje.

Assim como eu, você pode fazer tudo; enquanto falam, faça.

Hoje, tenho muitas certificações, ligação com as maiores universidades dos Estados Unidos, rodam códigos meus em arquiteturas com milhões de clientes e principalmente: fé. Aprendi com meus erros e continuarei aprendendo, pelo resto da minha jornada, não existe caminho fácil e não confie em que diz que vai te ajudar para você não cair nos mesmos buracos que eles.

Se me chamavam de louco antes… imagine quando comentar que estarei lançando uma startup simultaneamente em três continentes? na imagem está desatualizado.

¹ — sozinho é a maneira de falar! sempre contei com todo o apoio do mundo de amigos como a Amanda Rocha e meu irmão Luiz Felipe.
² — Só generalizei a maioria dos sangue-sugas que encontro, se você se encaixa com o que descrevi, tenho péssimas noticias.

Felizmente, Leonardo Marciano.
Fundador da Venture Builder multinacional: Marciano Foundation, Inc.

Nós somos a fundação, a base de toda inovação.