Carne de Carnaval

Minha carne é de carnaval.
Meu coração é igual.

Mal intencionados falam de corpo,
falam de volúpia, falam de carne.

Carnaval é carne sim,
não tenhamos vergonha disso.
Amor só se consuma na carne,
pele com pele,
arrepio com arrepio,
suor com suor.

Mas carnaval também é coração. 
Comunidade. União.
Aqui nesse barracão se desconstrói
a ideia de individualismo e
se ensina a força que uma
comunidade tem quando unida.

Honremos aqui, hoje,
essas guerreiras e guerreiros
que dão seu sangue pra manter
essa festa popular viva.

Minha carne é de carnaval.
Meu coração é igual.
E Carnaval, é amor.

Recitado no 7º Sarau do Cruzeiro, fevereiro de 2016.

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