Ah, o amor e suas esquinas, ruelas vazias que se encontram e desencontram em qualquer rua perto da dor, e a rima não me deixa mentir que se um dia o amor voltar, nada será como antes.
Ah, o amor, substância cíclica que insiste em invadir os corpos dos apaixonados, deixando-os sem jeito e totalmente atordoados, até que então um dos dois, ou três, ou todos, enfim diga: “acho que eu te amo”.
Ah, é isso aí então, as vezes o amor não vem de volta, e talvez esteja tudo bem, se fosse previsível e não volátil, não seria essa aberração bela que leva o barco dos apaixonados pelos nossos corações inundados, naufragando nossas mentes e nos deixando totalmente abalados.
Talvez essa seja a beleza do amor, é que em algum lugar alguém anda por aí e não faz ideia do que um dia irá sentir quando encontrar os olhos com os de outro alguém, essa é a beleza do amor, talvez de tudo mais, eu não sei…
